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A obrigação é minha!

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Tenho uma filha. Ela tem um pouco mais de um ano e posso garantir que ser pai é uma das coisas mais transformadoras da vida. Pois bem, esse presente de Deus trouxe para mim algumas obrigações, uma delas é a educação. Não é tarefa fácil e nem uma única maneira. Pais educam bem e educam mal de maneiras diversas e as variáveis para isso são complexas.

A educação engloba toda a fonte de conhecimento que uma pessoa vai receber por toda a sua vida. Os conhecimentos éticos e morais da minha filha são minha responsabilidade, mas é claro que muitas pessoas e situações irão colaborar para isso durante todo tempo e vão ensina-la a viver bem em sociedade. Você pode estar se perguntando – e a escola?

A escola tem parcela importantíssima nessa questão. Ela é quem irá preparar a criança através do conhecimento, no processo de escolarização o que é diferente da educação. Como mencionei, inúmeras situações e professores durante toda a nossa jornada nos ensinam coisas além do conteúdo didático e que acabam nos educando, mas a escola não deve ser cobrada por formação de caráter por exemplo.

Nas instituições de ensino mais caras ou nas públicas é comum o professor ser cobrado ou se ver obrigado a educar o filho de alguém. Trata-se de uma covardia com esse profissional. Em sala de aula ele enfrenta todas as dificuldades naturais do desafio de ensinar e se depara com um indivíduo, com todas as características que o cercam, muitas vezes sem a educação que lhe é necessária e deveria ser dada pelos pais. A tarefa de educar que não deve ser terceirizada. Em poucas horas de aula, o professor seria o mágico que educaria um ser humano que passa horas sendo “deseducado” na sua própria casa, por exemplo.

Essa triste situação aflige inúmeros profissionais, estão tirando muitos dele de sala de aula e algo precisa ser feito. Não há como negar que muitos pais já não foram educados ou “não tem tempo” e consequentemente não educam e cobram da escola esse papel. A solução para isso não é educar os filhos, mas talvez ensinar os pais a como cumprir sua obrigação de maneira melhor.

Acredito que cada vez mais há uma necessidade de diálogo, entre escolas e famílias para que esses papéis sejam compartilhados no que for preciso e tenham suas especificidades, principalmente em relação aos valores, que são característicos de cada família. Isso pode, inclusive, ser estimulado pela rede pública por exemplo. Aproximando os pais, deixando claro qual é o papel de cada um oferecendo ferramentas. Alunos mais educados encontrarão professores com mais tempo de fazer o que fazem de melhor: ensinar.

Daniel Raony
Advogado , Pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas e aluno do RenovaBR Cidades.
E-mail: danielraony@hotmail.com
No instagram e no facebook: Daniel Raony

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