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Por falta de segurança e logística ruim Shell anuncia que está fora do Porto do Açu

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 Após derramamento de óleo ocorrido no início de 2017 empresa paralisou a operação no porto

 

Bertha Muniz

 

 

A BG E&P Brasil (Shell) informou ontem (5),  que suspendeu o contrato com a Prumo Logística, responsável por 80% das operações no Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, por falta de segurança. Segundo a petrolífera, o contrato para serviços de transbordo de petróleo por 20 anos, foi descumprindo pela Prumo. A Shell alegou que deixou de usar o porto de Açu para transferência de cargas em maio deste ano porque a infraestrutura e os procedimentos adotados pelo porto não estavam em conformidade com seus padrões de segurança. A petrolífera informou que os padrões descumpriam as provisões e procedimentos estabelecidos em contrato.

O último incidente no Porto do Açu ocorreu em maio deste ano durante o transbordo de óleo entre as embarcações Windsor Knutsen e Seacross, que estavam a serviço da Shell.

De acordo com a petroleira, a operação de transferência foi interrompida imediatamente e o óleo derramado na área ficou contido entre as duas embarcações. Barreiras de contenção foram posicionadas em torno das embarcações antes da operação de transferência.

Segundo a Shell, o descumprimento do acordo foi "evidenciado por três incidentes em 17 operações desde agosto de 2016".

 

A Prumo Logística já havia se pronunciado na segunda-feira (4), quando afirmou que a decisão da Shell de romper o contrato ocorreu de maneira unilateral. A empresa afirmou ainda que irá tomar as providências cabíveis para que a Shell realize o pagamento imediato das faturas em atraso, bem como o ressarcimento de danos pela quebra do contrato, que foi assinado em regime de take-or-pay, no qual o pagamento é obrigatório independente da prestação do serviço.

 

Segundo fonte com acesso a empresas que operam no Porto do Açu, várias companhias estão reclamando há tempos a respeito da má localização do porto.

As empresas alegam que os acidentes ocorrem, por ser considerado impossível fazer transbordo no mar daquela região.


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