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Arte macaense ganha destaque em festival que reúne grafiteiros de todo o Brasil

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Quatro artistas de Macaé foram selecionados para representar a cidade no Street of Styles, considerado o maior festival de graffiti do Brasil. O evento será realizado Curitiba (PR), entre os dias 10 e 12 de abril. Dentre os representantes do município estão Felipe Talu, Alex Fauê, Ric Azevedo e Ester Muniz. O convite é visto como uma valorização do trabalho do quarteto, que já expressou sua arte em ruas da cidade.

“Estar entre os selecionados têm vários significados, mas talvez o mais importante - já que não sou só eu artista macaense selecionado - mostra que os 25 anos de trajetória aqui na cidade valeram a pena. Artistas macaenses estão sempre sendo convidados e selecionados para festivais de grande porte no território nacional, mas também por toda América Latina, Europa e Ásia.Ter quatro representantes também é importante, pois se está tratando de cidades do interior. Tem estado que não tem isso tudo. E nós temos, se não me engano, de sete ou oito artistas selecionados do Estado do Rio. Destes, quatro são macaenses”, disse Felipe Talu em entrevista ao portal da Prefeitura de Macaé.

Já Alex Fauê afirmou que a presença no evento é uma grande oportunidade de mostrar o seu trabalho.

“Para mim, é uma oportunidade de representar minha trajetória, trocar experiências com artistas de diferentes lugares e mostrar como a arte urbana pode transformar espaços e aproximar pessoas. Esta será a minha quarta participação no evento, e voltar mais uma vez reforça a importância desse intercâmbio cultural que o festival proporciona. Cada edição traz novos aprendizados, conexões e inspirações, ampliando nosso olhar artístico e fortalecendo ainda mais a cena do graffiti”, afirmou.

Para Ric Azevedo essa não será a primeira participação no evento, já que ele marcou presença na edição de 2024.

“O Street of Styles hoje é um dos maiores eventos de hip hop no cenário brasileiro, senão o maior. Além do graffiti, tem rap bom e com mensagem, batalhas de “break”, batalhas de rima e muita vivência que vai além das pinturas. São mais de 1000 artistas no total. Só no graffiti serão 350 esse ano, de todos os Estados Brasil e mais 40 países também”, enumera.

Única artista mulher do grupo, Ester Diniz também celebra o convite para a participação no festival.

“Como mulher artista visual e mãe solo, vivendo da arte e carregando a experiência que tenho, participar de eventos como esse é extremamente importante. São nesses espaços que consigo me inserir ainda mais no cenário artístico, fortalecendo minha presença e ampliando minhas conexões dentro do mundo da arte. Quando participo de eventos, sinto que todos ali falamos a mesma língua. Os eventos conectam pessoas de diferentes regiões do Brasil e do mundo, criando uma ligação entre artistas unidos por uma mesma paixão: pintar e se expressar através da arte”, define.

O Encontro Internacional de Graffiti tem como objetivo proporcionar acesso à cultura, transformando os muros da cidade em verdadeiras galerias de arte a céu aberto, assim proporcionando um acesso livre à cultura popular das grandes metrópoles. A finalidade é divulgar esta cultura, além de gerar uma cultura de respeito à cidadania, ao diálogo e a igualdade social.

A instalação de uma obra de arte no espaço urbano requer dedicada atenção na relação que estabelece entre a pintura e o espaço circundante e os habitantes da comunidade.


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