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Cabo Frio amplia combate a descarte irregular, som alto e circulação de veículos na areia

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A Prefeitura de Cabo Frio tem mantido uma rotina mais rígida de fiscalização e organização das praias, com foco na preservação dos espaços naturais e no uso adequado das áreas públicas. Sob coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, as equipes intensificaram as operações ao longo do último mês, combinando orientação e autuações.

Entre 3 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, foram contabilizadas 741 irregularidades nas faixas de areia e entornos. Para tentar frear o avanço dessas práticas, o município promoveu uma força-tarefa que incluiu manutenção de placas educativas, reforço na sinalização e inspeções mais frequentes nos pontos de maior circulação.

No Novo Portinho e na Orla das Palmeiras, mourões foram recolocados para demarcar trechos protegidos e impedir a ocupação indevida. Já na Praia do Forte, as bituqueiras passaram por reparos, numa tentativa de reduzir o acúmulo de microlixo, especialmente bitucas de cigarro, que acabam enterradas na areia.

A secretaria também apostou em campanhas de conscientização. Marinas e pousadas receberam adesivos informativos alertando sobre a proibição de alimentar gaivotas, prática que interfere no equilíbrio da fauna. Placas adicionais foram instaladas em áreas de grande fluxo, como o Bolsão da Juju e a Ilha do Japonês.

Para conter o tráfego irregular, uma nova barreira física foi implementada na Praia da Passagem, bloqueando a entrada de veículos em trechos sensíveis do ecossistema.

O levantamento das infrações mostra um retrato recorrente do verão: 184 registros de animais na areia, com maior incidência no Peró e no Pontal do Peró; 152 casos de atividades com bola, principalmente na Praia do Forte; e 139 ocorrências de poluição sonora, com uso de caixas de som espalhado por diversas praias, em especial no Peró e na Ilha do Japonês.

As equipes ainda flagraram circulação de veículos em áreas de vegetação, presença de pessoas em zonas de restinga e descarte inadequado de resíduos, incluindo garrafas de vidro e outros materiais perigosos.

Paralelamente às autuações, os agentes mantêm trabalho educativo com moradores, turistas e pescadores, reforçando práticas de manejo responsável e descarte correto de resíduos. A lógica é direta: sem fiscalização constante, a orla vira terra de ninguém. Com presença ativa, a chance de preservar o patrimônio natural aumenta.


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