O novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Rio das Ostras, Pablo Kling, divulgou, nessa segunda-feira, 23, dados sobre a geração de empregos do setor, que mesmo na chamada baixa temporada, alcançou a marca de 4 mil empregos.
Os dados foram divulgados em uma entrevista a uma rádio local, onde o novo gestor, que assumiu a pasta há pouco mais de 10 dias, explicou que a movimentação foi atingida graças a eventos realizados fora do período do verão.
De acordo com Pablo Kling, o turismo contribui para a geração de renda de aproximadamente duas mil famílias que dependem da atividade no município que é considerado um dos principais destinos do interior do Estado.
O gestor salienta que, mesmo sem um aeroporto e ou mesmo uma rodoviária de grande porte, com acesso prioritariamente rodoviária, Rio das Ostras movimenta uma cadeia que envolve 52 atividades econômicas, como postos de combustíveis, estacionamentos, mercados, açougues, transporte por aplicativo e imóveis de aluguel por temporada.
Entre os profissionais mais impactados pela economia do turismo no município estariam camareiros, cozinheiros, chefs, recepcionistas e concierges, que encontram oportunidades de trabalho impulsionadas pela chegada de visitantes.
Para Pablo Kling, a realização de eventos sazonais tem papel fundamental para manter o fluxo turístico e evitar a redução da atividade econômica mesmo fora da chamada alta temporada, que se concentra especialmente no verão.
Entre esses eventos fora da alta temporada está o Rio das Ostras Festival, que acontece entre os dias 10 e 12 de abril, em comemoração ao aniversário de 34 anos de emancipação político-administrativa do município.
“Falar sobre turismo é falar sobre desenvolvimento econômico. Eventos realizados na baixa temporada são importantes porque mantêm a cidade em evidência e geram movimento para empresas de hotelaria e gastronomia. Não se pode pensar apenas no empresário, mas na cadeia de funcionários que faz as empresas funcionarem”, afirmou Pablo Kling.
A prefeitura lembra ainda que o impacto do turismo também alcança o setor cultural e criativo, como o artesanato, onde mais de 500 profissionais têm nos turistas o principal público consumidor, gerando renda e contribuindo para a preservação da cultura local.
“O turismo não é público, mas privado. O turista utiliza serviços da iniciativa privada, como hotéis e restaurantes. Cabe à administração municipal criar condições para que esses empreendimentos ampliem sua atividade, garantindo emprego e renda para a população”, defendeu o secretário.
De acordo com o município, a previsão é de que as políticas públicas do setor sejam ampliadas nos próximos meses, com projetos em fase de captação de recursos, como o Circuito Eco Rural e outros na área de turismo de negócios, ajudando a diversificar ainda mais a economia local e reduzir a sazonalidade do setor.