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PROLAGOS: É hora de revisão em Búzios

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Hamber Carvalho

A presença do Presidente da PROLAGOS, concessionária de Serviços de Saneamento na Região dos Lagos, Carlos Roma Junior, no final do mês de abril na Câmara de Vereadores de Armação dos Búzios, para prestar esclarecimentos sobre os serviços prestados por esta empresa, vem agitando a opinião pública, bem como a Prefeitura de Armação dos Búzios.

Apesar de divergir quanto a forma de atuação da empresa, sociedade civil, prefeitura e a própria PROLAGOS são unânimes em apontar a principal falha do contrato: a necessidade de rever seus termos que já perdura há 20 anos.

Nos corredores da prefeitura e pelas ruas da cidade o sentimento é de que a PROLAGOS não atende as necessidades em termos de saneamento básico, principalmente porque sua economia está calcada no turismo, e o comprometimento de suas praias e ruas é visível com o vazamento de esgoto á céu aberto, em função da captação em tempo seco.

Segundo assessores próximos ao Prefeito, alem de não atender a demanda de crescimento do Município, o consorcio privado Lagos São João que gerencia a prestação de serviços da PROLAGOS nos Municípios integrantes da concessão, cumpre apenas um papel burocrático, sem poder de deliberar sobre as reais demandas de cada uma das prefeituras.

O próprio prefeito de Búzios André Granado, em conversa com vereadores de sua base de apoio afirma que uma revisão do contrato é urgente e deve envolver todos os segmentos da cidade, bem como as prefeituras abrangidas pela concessão.

André Granado destaca ainda, que a idéia que vem circulando na cidade de se criar uma secretaria de saneamento básico, ou mesmo de se criar uma empresa pública para assumir estes serviços está totalmente descartada, caso venha a ser confirmada sua reeleição.

Primeiro, que criar mais uma secretária seria um despropósito, quando a tendência nacional é de se enxugar as administrações públicas e , segundo, que admitir a criação de uma empresa publica municipal é reincidir num erro, como bem demonstrado quando a própria CEDAE prestava estes serviços na Região dos Lagos.

Segundo André Granado, não existe impasses, apenas a necessidade de se adequar os propósitos e os discursos para que a cidade não adie eternamente esta intervenção nesta prestação de serviços, principalmente em época de disputas políticas. Segundo ele, o estado é o principal gestor do contrato e qualquer alteração prescinde da atuação dos atuais e futuros prefeitos, afinados com a classe empresarial e os representantes da população.

Em sua participação na Câmara de Vereadores o Presidente da PROLAGOS afirmou para os presentes que sua empresa esta aberta a fazer a interface com os municípios e a sociedade no sentido de adequar o contrato de concessão, mas qualquer alteração depende do governo do estado e da agencia reguladora.

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