Mídias Sociais

Destaque

Manifestantes ateiam fogo em ônibus e caminhão durante reintegração de posse no Bosque Azul, em Macaé; Assista:

Bertha Muniz

Publicado

em

 

Um ônibus da empresa SIT Transportes e um caminhão da prefeitura foram incendiados durante uma reintegração de posse que aconteceu desde o início da manhã desta quinta-feira (4), em um terreno localizado no Condomínio Bosque Azul, em Macaé, no Norte Fluminense. A área de 600 mil metros quadrados, pertencente à prefeitura, foi ocupada por cerca de 200 pessoas, segundo informações da Polícia Militar (PM).  O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e nenhum passageiro se feriu.

A ação foi realizada durante toda manhã desta quinta-feira (4) e contou com a participação de servidores municipais das Secretarias de Ordem Pública, Obras Públicas e Urbanismo, Ambiente, Habitação, Desenvolvimento Social, Mobilidade Urbana, Limpeza Pública e Procuradoria Geral do Município para mobilizar e integrar o Poder Público Municipal no processo de intensificação do poder de polícia administrativa no que diz respeito ao território municipal.

A PM acompanhou a reintegração desde as 4h30 desta quinta-feira, com o objetivo de preservar a integridade física dos servidores envolvidos na ação, com intuito de manter a segurança e a ordem pública no local para que o evento pudesse ser cumprido. De acordo com a corporação, os invasores arremessaram pedras contra guardas municipais que fizeram um cordão humano, a fim de impedir a ação.  Ainda de acordo com a PM, militares utilizaram meios necessários para revidar a injusta agressão, com uso de armamento não letal.  Três pessoas foram presas, suspeitas de terem ateado fogo no coletivo. Uma delas, que estava resistindo a sair da área invadida ficou ferida e, encaminhada pelo 192 para o Hospital Público de Macaé (HPM), onde foi medicada e levada em seguida para a 123ª Delegacia Policial (123ª DP).

De acordo com informações do representante da Secretaria de Ordem Pública, Alan de Oliveira, havia um clima de tensão pois as pessoas não queriam sair do local. Para conter a situação, a Polícia Militar foi acionada.

"Quando chegamos ao local, não havia nenhuma construção, apenas as áreas estavam demarcadas, com estacas, arames farpados e placas com nomes. A ação foi determinada pela Procuradoria Geral do Município (Progem) e contou com o apoio de policiais militares", explicou Alan.

Segundo a prefeitura de Macaé, o grupo trabalha com os seguintes objetivos: Impedir a expansão de moradias irregulares nos diversos assentamentos precários e/ou loteamentos irregulares do município, especialmente aqueles implantados nas áreas de interesse ambiental; monitorar as ocupações de áreas de risco, loteamentos clandestinos e/ou irregulares e as áreas públicas; demolir, apreender, remover bens de ocupantes ilegais que venham a se instalar em áreas de interesse ambiental, assentamentos precários, de risco, loteamentos clandestinos e/ou irregulares e áreas públicas. A área foi limpa e todo o material foi retirado por uma equipe da Secretaria de Serviços Públicos que utilizou retroescavadeiras e caminhões. Assista aos vídeos:

 

Coletivos têm itinerários interrompido na Linha Azul

Em ação de reintegração de posse de um terreno de propriedade do município realizada pela Secretaria de Ordem Pública e pela Polícia Militar, no bairro Bosque Azul, um ônibus da concessionária de transporte coletivo urbano foi queimado, nesta manhã de quinta-feira (4). Após um segundo ataque, onde um caminhão da Secretaria Adjunta de Serviços Públicos, que dava suporte ao processo de reintegração, também foi queimado, o serviço de transporte está interrompido temporariamente na Linha Azul durante todo o dia.

Todas as linhas de ônibus oriundas do Terminal Central que tem como itinerário a Linha Azul, bairros Bosque Azul e Verdes Mares foram suspensas temporariamente, até que seja restabelecida a ordem no bairro.

O secretário de Mobilidade Urbana, Jayme Muniz, lamenta o ocorrido diante do processo que está sendo realizado pelo município para melhoria do transporte público. “Entendemos que as pessoas têm o direito de se manifestar, mas não é queimando um patrimônio que situações como essa vão se resolver. Isso acaba dificultando todo o processo realizado, desde janeiro até agora, para que avancemos no sentido de melhorar o serviço de transporte público”, pontua.

 

Foto: Rui Porto Filho.

Mais lidas da semana