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Armamento da Guarda Municipal divide opiniões em Macaé

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Em uma pesquisa realizada nesta segunda-feira (30), no programa do radialista Robson Oliveira, 75% dos ouvintes da região se posicionaram contra o armamento.

Bertha Muniz

Não há tema mais debatido atualmente no que se refere à atuação da Guarda Municipal Macaé, do que a decisão de armar os agentes. O assunto também foi tema de uma consulta pública em Niterói, na região Metropolitana do Rio, onde neste domingo (29), a população decidiu votar contra o armamento da Guarda Municipal. A proposta foi rejeitada por 70,1% (13.478) dos niteroienses que foram às urnas. Somente 5.480 (28,9%) dos participantes da consulta pública votaram a favor da proposta, enquanto 32 pessoas votaram branco ou nulo.

Em Macaé, a medida de armar a Guarda Municipal também sofre resistência por parte da população. Em uma pesquisa realizada nesta segunda-feira (30), no programa do radialista Robson Oliveira, na Rádio 95 FM, 75% dos ouvintes da região se posicionaram contra o armamento da guarda. Apenas 23% dos entrevistados se posicionaram a favor da guarda armada. Ao todo 7 mil pessoas participaram da enquete.

“A guarda pode vir a ser armada um dia, quando forem cumpridos todos os requisitos necessários. Nesta espécie de improviso, pode ser um tiro no escuro”, avalia a socióloga Cristina Pereira.

O projeto há cerca de dois anos, a então presidente Dilma Rousseff sancionar o Estatuto Geral das Guardas Municipais, em agosto de 2015, que permitiu municípios com mais de 50 mil habitantes a adotarem a medida.

O professor Iran Justino, acredita que colocar mais armas em circulação na cidade não apenas cria uma falsa sensação de segurança, como também contribuirá ainda mais para o aumento da letalidade. “Há um histórico do uso abusivo e também de incapacitações permanentes e mortes causadas por esse tipo de armamento. A Guarda deve existir como uma função preventiva, de evitar conflitos”, avalia.

Já a maioria o efetivo da Guarda Municipal de Macaé é a favor do armamento. “Muitas pessoas afirmam que a Guarda não tem preparo, mas têm que entender que os agentes irão passar por uma capacitação. O armamento seria de grande ajuda, poderíamos estar mais presentes, combatendo diversos tipos de crimes como roubos a pedestres ou dando mais apoio às escolas. Não se faz segurança pública com um pedaço de pau do lado. Enquanto isso é assalto atrás de assalto e pedem apoio à Guarda”, destacou um agente.

 

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