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Universidades federais, algumas com campi na região, definem estratégias para o retorno das aulas presenciais

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Com a volta às aulas em vários municípios da região do entorno da Bacia de Campos e no Estado do Rio, nesta segunda-feira, 7, resta apenas o retorno para os estudantes de universidades federais que possuem estudantes ou até mesmo unidades na região.

Mas devido ao aumento de casos confirmados do coronavírus em várias cidades e estados do país, impulsionados, desde a virada do ano, pela variante Ômicron, que registrou um aumento de 181% dos casos registrado em janeiro de 2022 em todo o Estado, universidades ainda estudam o cronograma da volta às aulas, de maneira presencial.

Destino ou sonho de muitos estudantes e profissionais da área artística, mas com cursos de graduação em muitas outras áreas, a Universidade Federal do Estado do Rio (UNIRIO) já divulgou nota informando a interrupção até 15 de fevereiro.

“A medida considera, entre outros fatores, o atual cenário pandêmico indicado pelos posicionamentos dos órgãos de saúde no âmbito do município do Rio de Janeiro, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente, os quais reforçam que toda situação de aglomeração representa maior risco de transmissibilidade, impactando nos indicadores da pandemia no Estado”, informou a instituição, que mantém como presenciais apenas as “atividades consideradas indispensáveis”.

Apesar de não ser uma unidade federal, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), presente em Macaé, divulgou, nesta segunda, que promoverá o retorno das atividades presenciais apenas no próximo dia 16 de fevereiro, baseado a decisão em nota técnica do Pró-reitoria de Saúde (PR-5), da própria universidade.

“Segundo a análise, a incidência da infecção pela variante Ômicron do SARS-Cov-2 (nome do vírus que causa a doença do coronavírus) no município e Estado do Rio de Janeiro apresentou comportamento de queda consistente nas últimas duas semanas. Também foram observados os dados sobre a taxa de ocupação em leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), de pacientes com Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease), que está dentro dos limites de segurança”, explicou a UERJ.

Já a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que tem um campus em Campos dos Goytacazes, só retornará com as atividades presenciais no próximo dia 7 de março, também em razão da alta de casos do coronavírus.

Em nota, a reitoria conta que haverá uma nova avaliação dos indicadores de casos do coronavírus nesta 1ª semana de fevereiro, podendo ter o retorno antecipado ou adiado dependendo da melhora ou piora no quadro de casos confirmados de infecções.

Também presente em Macaé (na foto), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), retornou com as atividades presenciais no último dia 31 de janeiro, apoiando-se em boletins epidemiológicos que apontavam baixa ocorrência de quadros graves e internações por coronavírus, mesmo com a alta de casos da Ômicron.

Porém, a recomendação vale apenas para as atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão que já estavam operando na modalidade presencial no 2º semestre letivo de 2021, que tem previsão de terminar no próximo mês de março.

“As atividades administrativas anteriormente suspensas devem retornar à modalidade presencial para o funcionamento das atividades didático-pedagógicas, de pesquisa e extensão, seguindo os protocolos e planejamentos anteriores realizados pelas unidades”, informou a UFRJ.

Importante lembrar que a UFRJ já cobra o comprovante com esquema vacinal completo, ou seja, duas doses da AstraZeneca, CoronaVac ou Pfizer, ou dose única da Janssen, para acessar os espaços da universidade.

Por fim, a Universidade Federal Fluminense (UFF), que tem campi em Rio das Ostras, Macaé e Campos dos Goytacazes, confirmou, no último dia 1 de fevereiro, que também passará a exigir comprovante com esquema vacinal completo para a participação de atividades presenciais nas dependências das unidades.

Segundo a UFF, a medida tem como objetivos promover e proteger a saúde das pessoas que atuam nos campi da universidade e de toda a população, reduzindo o risco de transmissão e infecção pelo coronavírus.

“Esta foi uma decisão colegiada, tomada durante o Conselho Universitário da UFF, com foco na defesa da saúde coletiva e na proteção de toda a comunidade acadêmica. Reforçamos que as imunizações contra o coronavírus são completamente seguras. Todas são licenciadas e rigorosamente testadas e o acesso às doses é gratuito, com distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É extremamente importante que toda a comunidade se vacine, pois essa é a forma mais eficaz para frear a contaminação e o surgimento de novas variantes da Covid-19. Cada um deve fazer sua parte para que juntos possamos avançar e superar essa pandemia”, afirmou o reitor da UFF, Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega.

Ainda de acordo com a UFF, o encerramento do atual semestre letivo segue mantido para o próximo sábado, 12, mantendo-se também as atividades presenciais para disciplinas práticas e estágios.

Apesar de ainda não ter tomado uma decisão sobre o início do próximo semestre letivo, que se inicia no próximo dia 28 de março, a UFF revelou que analisa 3 cenários para as aulas, que poderão ser presenciais, presenciais mediadas por tecnologia, ou virtuais, no caso de piora no quadro pandêmico.

“Por meio do GT-Covid e outras instâncias, seguimos atentos à situação sanitária do Estado do Rio de Janeiro a fim de garantir um retorno presencial adequado e seguro para a comunidade interna. Em breve, o assunto será pauta de discussão no Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade e as decisões serão amplamente divulgadas”, explicou a UFF.

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