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Riverton Mussi comprou terreno da família de Chico Machado e deixou dívida de 173 milhões para Macaé.

 

Justiça determinou suspensão dos pagamentos por suspeita de irregularidades.

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A eleição de Macaé segue a todo vapor e o que se vê nas ruas e nas redes sociais com frequencia é um confronto de idéias de eleitores que defendem o retorno do modelo político implementado pelo grupo que passou pela prefeitura entre 2004 e 2012 e aqueles que defendem o novo modelo implantado pela atual administração. Nas acaloradas e fundamentais discussões, as desapropriações que foram realizadas entre 2006 e 2008 sempre dão o que falar e criam muita polêmica.

No ano de 2006 o então prefeito Riverton Mussi realizou um série de decretos de desapropriações de agentes políticos do munícipio, naquele que ficou conhecido nacionalmente como o "escândalo das desapropriações". Relatado em matéria de capa pelo jornal O Globo de agosto de 2008 os decretos e a série de reportagens culminaram com ações judiciais que se arrastam até hoje e inclui dezenas de réus, exército de advogados e pedidos de devolução de dinheiro aos cofres municipais. Somente a prefeitura de Macaé, tendo como base uma auditoria e um parecer do Tribunal de contas do estado do Rio de Janeiro ingressou na justiça com um pedido de devolucão da quantia de R$ 130 milhões ao município.

Em meio as dezenas de decretos realizados pelo ex-prefeito Riverton Mussi, chama a atenção o decreto 018/2006 relativo a desapropriação de um terreno localizado na linha verde em Macaé que custou na época cerca de R$ 40 milhões ao município e era de propriedade da família do então vereador Chico Machado, que hoje disputa as eleicões como candidato a chefia do executivo apoiado pelo ex-prefeito, e autor do decreto, Riverton Mussi. As investigações e as ações judiciais paralisaram por vários períodos os desembolsos mensais de R$ 1,3 milhões que a prefeitura era obrigada a fazer por conta do contrato assinado em 2006 por Riverton e pela família Machado. Por tudo isso a dívida acabou indo para os precatórios judiciais como forma de obrigar os gestores que sucederiam Riverton a efetuarem os pagamentos.

Com as suspeitas de irregularidades cada vez mais fortes sobre o conjunto de desapropriações, a justiça resolveu paralisar também no inicio de 2016 o pagamento dos precatórios e a prefeitura deixou de despejar mensalmente cerca de R$ 1,3 milhões de reais na conta da família Machado. Em contrapartida, também no início de 2016, junto a todo esse confuso cenário jurídico e financeiro, Chico Machado se coloca na linha de frente de oposição ao prefeiro Dr. Aluizio e lança sua candidatura coordenada e com o apoio do parceiro político Riverton Mussi, que enxerga em Chico uma forma de voltar a influenciar os rumos da política municipal já que com problemas na justiça ele possui dificuldades de sustentar um candidatura própria.

Recentemente a familia Machado oficiou a prefeitura cobrando os pagamentos que a justiça determinou que fossem paralisados. A família alega ter a receber do municipio a quantia de R$ 173 milhões de reais relativas a desapropriação investigada pela justiça, realizada pelo ex-prefeito Riverton Mussi.

Alheio a esse cenário, Chico Machado toca sob a liderança de Riverton Mussi a campanha pela prefeitura de Macaé, mas pode ter que responder a incomoda pergunta dos eleitores: Se for eleito, pagará os R$ 173 milhões de reais que sua família cobra da prefeitura e a justiça determinou que não fosse pago?

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