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Princípio de crise internacional do petróleo pode provocar perdas de até 5 bilhões de reais em royalties ao Estado do Rio

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Não é na saúde que o avanço do coronavírus, que já infectou mais de 110 mil pessoas em todo o mundo, provocando a morte de mais de 4 mil pessoas, está causando preocupação na vida do cidadão fluminense.

Além dos 5 casos confirmados no Estado do Rio, a população fluminense, ou mais especificamente os servidores públicos estaduais ainda terão que se preocupar com os efeitos econômicos do avanço da doença em todo o mundo.

De acordo com uma projeção divulgada pela Gerência de Óleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ao jornal Extra, do Grupo Globo, com a crise internacional, e a queda do preço do petróleo, a perda em royalties para o Estado deve ser de, no mínimo, 2,3 bilhões de reais.

Segundo a jornalista Berenice Seara publicou nesta terça-feira, 10, em sua coluna Extra, Extra, do jornal carioca, o presidente da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado estadual Luiz Paulo (PSDB, na foto), caso a crise internacional se estenda até o 2º semestre, o prejuízo pode chegar a 30% dos royalties, o equivalente a uma folha e meia de pagamento do Governo do Rio.

“Não vou fazer previsões catastróficas. Mas, num orçamento apertado, perder até 5 bilhões de reais é considerável”, calculou Luiz Paulo.

Além do coronavírus, soma-se a essa nova crise internacional do petróleo as medidas do governo da Arábia Saudita, que cortou o valor de venda do barril e indicou uma guerra de preços com os grandes produtores mundiais.

Segundo reportagem do portal G1 do último domingo, 8, a medida saudita seria uma consequência do fracasso das negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia sobre o tamanho da produção.

O governo russo teria feito oposição aos cortes de produção sugeridos pela OPEP para tentar estabilizar o preço do petróleo em meio à crise mundial provocada pelo coronavírus, já que, conforme a doença avança, a economia mundial desacelera, afetando a demanda de energia global.

Enquanto o avanço da doença e os desentendimentos entre sauditas e russos continuam, uma fonte do blog Extra, Extra teria relatado a Berenice Seara, descrita como “velho habitante do 1º escalão do Palácio Guanabara”, sede do Governo do Rio, teria manifestado temor sobre a combinação de 2 outros fatores.

A jornalista diz que, de acordo com o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), em setembro, o Rio começa a pagar a dívida de cerca de 6 bilhões de reais com a União, e o governo não para de inaugurar, sem controle e previsão orçamentária, novas unidades do Programa Segurança Presente.

“O preço do petróleo caiu e chegou ao valor de 2016, ano em que o Estado não conseguia pagar nem a sua folha”, concordou o deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB), em sua conta no Twitter.

Conforme a reportagem do Extra, e os mais alarmistas da Alerj, caso o cenário econômico venha a se agravar no setor petrolífero, serviços essenciais à população fluminense, como educação e saúde, poderiam ser afetados drasticamente, além do pagamento em dia da folha salarial dos servidores públicos estaduais.

Até o momento, cidades da região do entorno da Bacia de Campos, a principalmente região produtora de petróleo do interior do Estado, ainda não divulgaram previsões de possíveis perdas de arrecadação em caso de agravamento da crise internacional do petróleo e do avanço do coronavírus.

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