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Preços do petróleo voltam a subir e passam dos 80 dólares pela 1ª vez desde 2014

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Prefeitos da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo da Bacia de Campos (Ompetro) estiveram reunidos em Quissamã para discutir proposta de mudança na distribuição dos royalties do petróleo para cidades não-produtoras

Os preços do petróleo chegaram a atingir 80 dólares o barril na última quinta-feira, 17, alcançando valores que não eram vistos desde novembro de 2014, ano em que estourou a crise internacional do setor, fazendo despencar os preços nos anos seguintes. Na manhã desta sexta-feira, 18, o preço variava em torno de US$ 79,64.

A alta dos valores e do preço do dólar, que chegou a R$ 3,77 nesta sexta, deve elevar, nos próximos meses, a arrecadação dos estados e cidades produtores de petróleo, já que o preço do barril é usado para o cálculo dos repasses de royalties.

De acordo com a agência internacional de notícias Reuters, entre os motivos da nova alta estariam preocupações de que as exportações iranianas possam cair com a volta de sanções impostas pelos Estados Unidos da América (EUA), que reduziu a oferta em um mercado já apertado.

Ainda conforme a Reuters, a perspectiva de uma queda acentuada nas exportações de petróleo do Irã nos próximos meses devido às novas sanções dos EUA, após a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar o país de um acordo nuclear internacional com a capital iraniana, Teerã, elevaram os preços do petróleo nas últimas semanas.

A Reuters lembrou também de um alerta feito na quarta-feira, 16, pela empresa francesa Total, uma das gigantes do setor, de que poderia abandonar um projeto multibilionário de gás no Irã se não conseguisse garantir uma suspensão das sanções dos EUA, lançando mais dúvidas sobre os esforços liderados pela Europa para salvar o acordo nuclear.

“O barulho geopolítico e os temores crescentes estão aqui para ficar”, disse Norbert Rücker, chefe da Macro & Commodity Research do banco suíço Julius Baer.

A agência de notícias aponta ainda que, além disso, os estoques globais de petróleo e produtos refinados caíram acentuadamente nos últimos meses devido à demanda robusta e aos cortes de produção dos principais países produtores do mundo.

Royalties – Se por um lado, as notícias de aumento de arrecadação são boas para a economia do Estado do Rio e cidades produtoras do interior, por outro lado, prefeitos da região, que compõem a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo da Bacia de Campos (Ompetro), estiveram reunidos também na quarta-feira, discutindo a possibilidade da distribuição dos recursos para municípios não-produtores.

O encontro, que aconteceu no município de Quissamã, e contou a presença de 9 dos 11 prefeitos que compõe a Ompetro, serviu para planejar articulações políticas para impedir que a mudança na distribuição dos royalties, de olho na XXI Marcha em Defesa dos Municípios, que acontece em Brasília na próxima semana.

Durante a reunião, a Prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (PODE), lembrou a importância de uma ação conjunta do bloco de municípios produtores da região, frisando a importância dos recursos não apenas para os municípios, mas também para o Estado do Rio, que atravessa uma das piores crises financeiras de sua história.

“Temos que agir em bloco, pois há pressão de entidades, como a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que promove a Marcha, para que o Supremo Tribunal Federal (STF) se posicione sobre a questão”, comentou Fátima.

A preocupação da Ompetro é com a principal pauta da Marcha, em que prefeitos do país querem a suspensão de uma liminar do STF que impede a redistribuição dos royalties do petróleo para os municípios não-produtores de petróleo.

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