Mídias Sociais

Política

Mudanças partidárias agitam cidades da região restando 6 meses para as eleições municipais de outubro desse ano

Avatar

Publicado

em

 

Restando menos de 6 meses para as eleições municipais de 2020, as mudanças de partido e articulações visando a corrida pelos cargos de prefeito e vereador em diversas cidades da região já começaram, enquanto outras aguardam a abertura da janela partidária.

No PSDB, os prefeitos de Macaé, Dr. Aluizio (PSDB), e de Armação dos Búzios, Henrique Gomes (PSDB), chegaram em condições diversas, já que o chefe do Executivo macaense termina seu 2º mandato em 31 de dezembro desse ano e está fora da disputa, enquanto o vice-prefeito buziano sonha finalmente ocupar a cadeira da prefeitura através de votação e não de problemas judiciais de seu ex-companheiro de chapa.

Como era de esperar, a chegada de Dr. Aluizio ao ninho tucano causou um strike, jogada em a bola de boliche atinge em cheio todos os pinos, esparramando tudo, tal qual a chegada do prefeito macaense fez com outros pré-candidatos à Prefeitura de Macaé nas eleições deste ano: Silvinho Lopes e André Longobardi.

Enquanto o filho do ex-prefeito de Macaé, Sylvio Lopes (DEM), rumou com seu pai para debaixo das asas do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), partido que também abriga a Prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (DEM), o empresário se mudou para o REPUBLICANOS e assumiu a direção do partido no município.

Apesar das especulações rolarem soltas em blogs e jornais da região, Dr. Aluizio ainda não confirma o nome de seu sucessor, e com isso, aumentam os números de pré-candidaturas na cidade, embora, a prática seja comum nessa época do ano, mas muitos acabam desistindo na hora de registrar a candidatura junto à Justiça Eleitoral.

As saídas de Longobardi e Silvinho do PSDB confirmam o desejo dos 2 de tentarem a disputa pela prefeitura, e também de que o PSDB deve escolher candidato após indicação do grupo político de Dr. Aluizio, o que deixou os 2 sem espaço junto aos tucanos.

Nas eleições municipais de 2016, Longobardi também se anunciou pré-candidato, mas desistiu paós campanhas demonstrarem vitória esmagadora de Dr. Aluizio, o que provocou tentativa de aliança dos opositores, e não evitou a derrota acachapante nas urnas. No fim, Longobardi aceitou compor a chapa de Chico Machado (PSD) como vice, e acabou derrotado com menos da metade dos votos de Dr. Aluizio.

Já a pré-candidatura de Silvinho Lopes é a esperança da chamada “velha política” e das “viúvas” da família Lopes para tentar desbancar o grupo político de Dr. Aluizio e retornar ao comando da cidade depois de 16 anos.

A mudança, porém, representa enorme ruptura nos domínios tucanos em Macaé, já que, desde a gestão de Sylvio Lopes, o partido no município era comandando pelo ex-prefeito e sua família, até perderem espaço com a chegada de Paulo Marinho na direção estadual do PSDB no Rio.

“Uma porta se fecha aqui, outra porta se abre ali... César Maia [vereador, DEM] abonando minha filiação ao Democratas, para pré-candidatura à Prefeitura de Macaé”, escreveu Silvinho Lopes em sua página no Facebook.

Mas essas não são as únicas mudanças de partido visando as eleições deste ano. Em Araruama, a prefeita Lívia de Chiquinho (PP) deixou o PDT, partido pelo qual foi eleita em 2016, supostamente brigada com o partido, acusando a sigla de machismo.

Nas últimas semanas, a chefe do Executivo de Araruama anunciou a entrada no partido do ex-vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), assim como outros políticos do Estado.

Enquanto a janela partidária não se abre, provocando o vendaval de mudanças que virá, o único parlamentar que já anunciou novos rumos foi o vereador de Macaé, Dr. Márcio Bittencourt (MDB), que revelou neste ano sua ida ao mesmo partido do presidente da Câmara Municipal de Macaé, Dr. Eduardo Cardoso (CIDADANIA) e do deputado estadual e ex-vereador de Macaé, Welberth Rezende (CIDADANIA).

Como a eleição de mandato legislativo é vista como proporcional, a vaga de vereador é considerada como sendo do partido pela Justiça Eleitoral, diferente dos cargos de prefeito e vice, consideradas eleições majoritárias, onde o cargo é dos vencedores, motivo pelo qual vereadores não podem deixar seus partidos antes da abertura da janela partidária, entre maio e abril desse ano.

Mais lidas da semana