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Levantamento de professores demonstra que 40 dos 92 municípios do Estado do Rio possuem oferta de ensino superior

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Inaugurada em 2007, Cidade Universitária de Macaé é um símbolo do crescimento da educação superior no interior do Estado do Rio, com mais de 9,5 mil estudantes matriculados em 2017, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC)

Um levantamento feito pelo engenheiro e professor aposentado Roberto Moraes com auxílio do também professor José Carlos Salomão Ferreira, demonstra a importância da presença da educação superior fora das capitais, principalmente no Estado do Rio.

Segundo o levantamento, que traz dados do Censo do Ensino Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que a crise econômica também afetou a educação superior na rede privada, que perdeu matrículas para a rede pública.

E os primeiros efeitos da polêmica aprovação da PEC do Teto de Gastos, pelo governo Temer (MDB), que congelou os investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, já começa a tirar alunos das salas de aulas, fazendo cair de 571,1 mil graduandos em 2016 para 570,6 mil em 2017, ano base do estudo.

O levantamento também mostra que a educação superior segue crescendo no interior, que agora já conta 40 dos 92 municípios fluminenses contando com a presença de campi de universidades e faculdades, públicas e privadas.

Comparando as matrículas das duas redes, em 2017 houve uma migração da rede privada para a rede pública, em relação ao ano anterior, quando 26,1% dos universitários estavam matriculados na rede pública e 73,9% na rede privada.

Em 2017, o número de graduandos nas instituições municipais, estaduais e federal de ensino superior em todo o Estado do Rio cresceu em comparação com 2016, chegando a 27,4% em 2017, enquanto o inverso aconteceu nas universidades e faculdades particulares, que fechou o ano com 72,6% dos estudantes.

“Enquanto as instituições públicas ampliaram em aproximadamente 6 mil matrículas, indo para 153,3 mil graduandos, as instituições privadas, praticamente, perderam o mesmo número, caindo para 414,2 mil graduandos”, observa o blog, que cita ainda o sucateamento da rede pública e a redução da oferta do Financiamento Estudantil (FIES) feitos pelo governo Temer.

Atualmente, o interior conta com quase metade das matrículas do ensino superior em todo o Estado do Rio, chegando 45,43% contra os outros 54,57% da capital fluminense, que totaliza 311.399 graduandos contra 249.237 graduandos do interior.

A expansão da educação superior no Brasil se deu em maior escala durante os 2 governos do ex-presidente Lula (PT), atualmente preso na sede da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, que, entre 2003 e 2011, impulsionou a ida de campi, principalmente das universidades públicas para o interior, e ampliou o número de vagas da educação superior fora das capitais, como aconteceu no Estado do Rio.

Atualmente, cidades como Araruama, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Macaé, Quissamã e Rio das Ostras, citando apenas as cidades da região, contam com a presença de instituições de ensino superior, o que, até 2003, por exemplo, não acontecia com Quissamã e Rio das Ostras.

Além da ampliação da educação superior para o interior do Estado, o aumento do número de vagas também contribui para o crescimento da região, que vem sendo impactada pela proximidade com o conhecimento acadêmico e técnico, principalmente das universidades e institutos federais, embora universidades e faculdades particulares também tenham seguido o mesmo caminho rumo ao interior.

Em 2017, porém, o número de graduandos na região caiu em relação a 2016 em quase todas as cidades. Em Araruama, caiu de 1.917 em 2016 para 1.708 no ano passado, representando uma redução de 10,9%, queda que só não foi maior do que a observada em Quissamã, que perdeu 74,7% de suas matrículas na educação superior, despencando de 83 em 2016 para apenas 21 em 2017.

Outras cidades que apresentaram quedas foram as de Cabo Frio, onde caiu de 9.886 em 2016 para 9.510 em 2017 (-3,8%), e Campos dos Goytacazes, que apresentou a menor redução da região (-0,25%), caindo de 19.850 em 2016 para 19.800 no último ano.

As exceções da região foram Rio das Ostras e Macaé. Enquanto a Capital Nacional do Petróleo obteve alta de 1,97%, saindo de 9.381 em 2016 para 9.566 em 2017, a vizinha Rio das Ostras saltou 5,56%, chegando a 2.769 matrículas em 2017 contra 2.621 do ano anterior.

Mesmo com tantas quedas, somados, os municípios da região ainda apresentaram a significativa oferta de mais de 42 mil matrículas no ensino superior em 2017, mantendo-se como um importante polo e fonte de conhecimento abastece a indústria do petróleo.


 

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