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Governo Witzel quer DEM na base governista na Alerj e pode perder apoio do PSL por declarações contra Bolsonaro

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Enquanto tenta trazer o DEM do Clã Maia para dentro da base do governo, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), pode estar às vésperas de perder o apoio da maior legenda da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), a do PSL dos Bolsonaro.

Curiosamente, durante as eleições gerais de 2018, os 2 partidos estavam em lados opostos na corrida eleitoral ao Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio, quando Witzel, apoiado pelos Bolsonaro, disputava o 2º turno contra Eduardo Paes, então no DEM.

Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) reuniu a maior bancada da Casa, com 12 deputados, para discutir a possibilidade de o grupo deixar a bancada governista no Legislativo estadual.

Os motivos da insatisfação dos deputados do PSL seriam as reincidentes críticas do governador do Rio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), publicadas em reportagem da revista Época, na última quinta-feira, 23.

De acordo com a jornalista Berenice Seara, que assina a coluna Extra, Extra, do jornal Extra, da capital fluminense, Witzel teria, além de confirmado a intenção de disputar a presidência em 2022, dito que “Bolsonaro anima as redes, e o Brasil não sai do lugar”, o que teria irritado a bancada do partido do presidente, que no Rio, é liderado justamente por seu filho, o senador.

Em entrevista coletiva concedida na semana passada, Witzel, porém, revela já ter dito a Jair Bolsonaro que tem vontade de sucedê-lo em Brasília, e reitera seu apoio ao presidente, dizendo que só nas eleições eles poderiam estar em lados opostos, mas que isso não acontece agora.

Se a relação com o PSL do Rio parece estremecida, Wilson Witzel vem se aproximando cada vez mais do presidente da Câmara Federal, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de seu partido, que o governador quer ver na base do governo.

Com 5 deputados estaduais eleitos, o DEM é o 2º maior partido dentro da Alerj, empatado com PSOL e MDB, e estaria disposto a rumar para a base governista liderada pelo deputado Marcio Pacheco (PSC), mas, segundo a colunista do jornal Extra, teria vinculado a entrada na bancada ao comando da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Obras, atualmente comandada pelo Horácio Guimarães.

Há quem diga ainda que as conversas entre Witzel e o DEM visariam planos eleitorais para 2022, embora ainda seja difícil prever quais dos nomes especulados, entre eles o do próprio ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), que tentaria retornar ao cargo já no ano que vem, conseguirão chegar nas urnas, tanto nas eleições municipais de 2020 quanto nas eleições gerais de 2022.

Na região, o partido do presidente da Câmara Federal do vereador e também ex-prefeito do Rio, César Maia, já começou a se movimentar de olhos nas eleições municipais do ano que vem, com a entrada da Prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (DEM), e do Prefeito de Cabo Frio, Dr. Adriano (DEM), que respectivamente, deixaram PODE e REDE.

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