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Governador do Rio pode estar envolvido em esquema que desviou 3 bilhões dos cofres públicos do estado

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Ação do MP-RJ contra ex-governador Sérgio Cabral tem mais 30 réus, e possível participação de Pezão será investigada

Tunan Teixeira

 

O número de escândalos envolvendo políticos no Estado do Rio de Janeiro não para de aumentar, e nesta quinta-feira, 4, o nome do Governador Pezão (PMDB) voltou a figurar entre os investigados em mais um esquema de corrupção.

De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), a participação do governador, que tem foro privilegiado, começou a ser investigada por uma equipe da instituição que atua perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Nesta quinta, o MP-RJ entrou com ação de improbidade administrativa contra o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e mais 30 réus, para reaver mais de 3 bilhões de reais, que teriam sido desviados com a implantação da Linha 4 do Metrô, que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca.

Entre os réus, estariam três ex-secretários de Transportes, servidores e empreiteiras. Além de ressarcir os cofres públicos, a ação busca a indenização no valor de 30 milhões de reais, por danos morais coletivos causados aos cidadãos fluminenses e ao estado.

De acordo com o MP-RJ, um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) apontou inúmeras irregularidades no planejamento, na gestão e na execução dos contratos da Linha 4 do Metrô, entre março de 2010 e outubro de 2015, quando teria havido superfaturamento das obras, segundo o MP-RJ.
Firmado em 1998, pelo então governador Marcello Alencar (PMDB), o contrato de concessão foi restabelecido na administração de Cabral, com o argumento de urgência na construção da linha, visando atender à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas do Rio em 2016.

As informações foram divulgadas pela Agência Brasil, que revelaram que a defesa de Sérgio Cabral, ao ser procurada, respondeu que o ex-governador, preso em novembro de 2017, só vai se manifestar em juízo.

Já o Governador do Rio, que enfrenta processo de cassação de seu mandato, que inclui ainda do vice-governador, Francisco Dornelles (PP), informou, através da comunicação do Palácio Guanabara, que não vai comentar o assunto.

Foto: Reprodução

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