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Edson Fachin pede posição da Procuradoria Geral da República sobre pedido de impeachment de Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda decisão da Procuradoria Geral da República sobre impeachment pedido contra ele

Crise que atingiu a política nacional depois do escândalo da Lava Jato chega ao Supremo Tribunal Federal

 

Foto: André Dussek

Tunan Teixeira

 

A crise nas instituições brasileiras, que além dos cofres públicos, já atingiu em cheio os poderes, Executivo e Legislativo, chegou de vez o Judiciário, com o pedido de impeachment do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta semana, o Ministro Edson Fachin, também do STF, determinou que a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifeste sobre uma ação de autoria de um grupo de juristas que defende o impeachment de Gilmar Mendes.

Em fevereiro deste ano, Fachin, que foi indicado ao STF pela ex-presidente Dilma Rousseff, ganhou notoriedade ao assumir a relatoria da Operação Lava Jato, em substituição ao ex-ministro Teori Zavascki, morto em circunstâncias misteriosas em um acidente aéreo, em janeiro, em Paraty, no sul do estado.

O pedido de Fachin foi apresentado ao STF pelo ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles e mais 4 juristas, em dezembro, após o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), arquivar 2 pedidos de impeachment contra Gilmar.

O mandado de segurança do grupo de juristas tem como objetivo forçar o Senado a dar andamento ao pedido de impeachment, sob alegação de que Renan deveria ter levado o pedido de impeachment à Mesa Diretora do Senado, e não arquivá-lo por conta própria.

Para justificar o pedido, os juristas afirmam, na ação encaminhada a Fachin, que Gilmar tem “envolvimento em atividades político-partidárias” e participa de julgamentos “de causas ou processos em que seus amigos íntimos são advogados”, além “de causas em que é inimigo de uma das partes”.

O despacho de Fachin para que a PGR se posicione sobre o assunto foi assinado no último dia 24 de abril, antes da sessão da Segunda Turma, em que foram concedidos habeas corpus tanto ao pecuarista José Carlos Bumlai e quanto ao ex-assessor do PP João Cláudio Genu.

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