Nova pesquisa mostra crescimento de Paes enquanto Ruas começa a abrir de Garotinho
Uma nova pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgada na última quinta-feira, 4, voltou a apontar o favoritismo do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), na corrida pelo Governo do Estado do Rio.
O levantamento, realizado entre os dias 1º e 3 de junho, com 1.680 entrevistados, apontou boa margem para Paes, com 48,3% das intenções de votos, número que o deixaria muito perto de uma vitória já no 1º turno, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos.
Nesse cenário, onde foram apresentados nomes dos candidatos para a votação no 1º turno, Eduardo Paes aparece na liderança isolada, seguido pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado estadual Douglas Ruas (PL), com 12,6%.
Na 3ª posição, aparece o ex-governador e prefeito de Campos dos Goytacazes, Anthony Garotinho (REPUBLICANOS), com 9,2%, seguido de André Marinho (NOVO), com 4,2%, de Rafa Luz (MISSÃO), com 2,6%, e de William Siri (PSOL), com 0,6%.
A pesquisa mostra ainda que 12,9% das pessoas entrevistadas responderam que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados, ou indicaram votar nulo ou em branco, enquanto 6,5% não souberam ou não quiseram responder.
Votos x Petróleo – Enquanto correm atrás de seus votos, os 2 principais candidatos da disputa pelo Governo do Rio parecem se voltar cada vez mais para a região do entorno da Bacia de Campos, há anos reconhecida por seu poder econômico, mas que costumava ser deixada de lado quando o assunto era a corrida eleitoral do Estado.
Nesse ano, Douglas Ruas já cumpriu agendas na região em Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande e Saquarema, na Região dos Lagos, e em Macaé e Carapebus, no Norte Fluminense, enquanto Eduardo Paes visitou Arraial do Cabo, Rio das Ostras e Saquarema, na Região dos Lagos, e Macaé e Campos, no Norte Fluminense.
Historicamente relegada nas campanhas eleitorais para o governo estadual, a verdade é que a região do entorno da Bacia de Campos vem atraindo cada vez mais atenção devido à uma matemática fácil de entender.
Somando as cidades de Araruama, Búzios, Arraial, Cabo Frio, Campos, Carapebus, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Iguaba Grande, Macaé, Maricá, Quissamã, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim, a região tem pouco mais de 1,69 milhão de eleitores, o equivalente a 13,14% dos eleitores do Estado do Rio, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Região normalmente mais atrativa para os políticos fluminenses em geral, a Baixada Fluminense, por exemplo, soma quase o dobro de eleitores em seus 13 municípios, com o equivalente a 20,32% de todo o eleitorado do Estado.
Como todos sabem, claro, votos são importantes, ainda mais no período eleitoral, mas a busca cada vez maior dos pré-candidatos pela região do entorno da Bacia de Campos está em outro fator, o econômico, fruto da atividade extrativista do óleo e gás.
Usando como base os valores das respectivas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), publicadas em 2025, com previsões orçamentárias para este ano de 2026, a Região dos Lagos e o Norte Fluminense somam mais de 26,41 bilhões de reais, enquanto as 13 cidades da Baixada Fluminense somam 13,91 bilhões de reais, quase a metade.
Embora os valores não sejam ligados diretamente ao orçamento do Estado, que possui contas, fontes de arrecadação, receitas e despesas independentes, uma conta rápida mostra que as cidades do entorno da Bacia de Campos concentram o equivalente a mais de um quinto (1/5) do orçamento estadual, cerca de 21,62%, enquanto as cidades da Baixada, cerca de 11,39%.
Mesmo não sendo definitivos, os números ajudam a explicar o porquê de a região dos royalties atualmente ser tão importante para os pré-candidatos que almejam a cadeira mais importante do Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado, e apontam que as visitas e agendas na região devem continuar até outubro.