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Comissão das secretarias de Educação e de Saúde de Macaé volta a dizer que ainda não há previsão para a volta às aulas

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Depois de o governo estadual ter autorização o retorno das aulas tanto da rede privada, para setembro, e da rede pública estadual, para outubro, uma nova reunião da comissão que avalia o tema em Macaé aconteceu nesta quinta-feira, 20, cumprindo o cronograma previsto na semana passada.

A comissão conjunta das secretarias de Educação e de Saúde foi criada pelo prefeito Dr. Aluízio (PSDB) para elaborar um protocolo oficial para o retorno das aulas no município, e voltou a se reunir nesta semana no gabinete do próprio chefe do Executivo municipal.

Na reunião desta quinta-feira, a comissão ouviu o Dr. Bruno Cavaco, do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), que participou do encontro por videoconferência, e ouviu as propostas da equipe multidisciplinar do governo macaense.

Entre as propostas apresentadas, estava uma da Gerência de Vigilância em Saúde de Macaé, Daniela Bastos, que constava com várias diretrizes e questões a serem consideradas para o retorno e elaboração de um cronograma.

Sobre o retorno das aulas, autorizado pelo governador Wilson Witzel (PSC), o prefeito de Macaé lembrou que apesar da publicação da decisão pelo governo estadual, no próprio documento, o governador ressalta que a última palavra será dos prefeitos conforme a situação de cada 1 dos 92 municípios do Estado do Rio.

“A volta às aulas deverá ser diferente em cada estado e em cada cidade. Vai depender de como estão os indicadores de transmissão, internações e leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Somos gestores e temos que pensar ouvindo todos os envolvidos sempre considerando os pilares: não ser nocivo; riscos e benefícios; quando e como; e consenso de todos. As decisões precisam ser muito bem pensadas”, avaliou Dr. Aluízio.

Para o prefeito, independente da data, tanto a rede pública municipal quanto a rede particular retornarão juntas de forma gradual, por segmento, usando o sistema híbrido, conforme está no Plano de Retomada do município.

“Definir o R, atingir o R, depois ver o quando e como. Todas as questões, considerando não causar danos a ninguém”, ressaltou o prefeito.

O “R” citado pelo chefe do Executivo se refere à taxa de reprodução do vírus (R), atualmente em Macaé, está menor que 1, e vem sendo um favor importante para as decisões tomadas pelo município no que tange às medidas referentes à pandemia do coronavírus, entre elas, o retorno das aulas presenciais, paralisadas em março.

“Para entender como o vírus vem se propagando em situação de pandemia em uma cidade ou estado, existe um parâmetro que avalia sua possibilidade de transmissão entre a população. Trata-se de um coeficiente chamado R, que serve para determinar o potencial de propagação de um vírus. Números maiores que 1 indicam taxa de transmissão em que os casos tendem a aumentar. O contrário ocorre quando esse número é menor que 1. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) recomenda que seja menor que 1, sendo ideal 0,5. Atualmente o R em Macaé é de 0,87. De posse desse número, as autoridades de saúde conseguem estabelecer a medida da intensidade das intervenções necessárias para o controle da pandemia. São vários os modelos de aplicação matemática para se obter o coeficiente R, dependendo das variáveis e da situação epidemiológica que se quer investigar”, detalhou a prefeitura nesta semana.

O novo encontro da comissão mista foi marcado para a próxima quinta-feira, 27, e terá como objetivo discutir os critérios técnicos que definirão qual será o R a ser adotado em Macaé para marcar a volta às aulas, seja este ano ou em 2021.

Segundo a prefeitura voltou a repetir nesta quinta, não há previsão nem definição quanto à volta as aulas, mas a comissão segue visando discutir riscos e benefícios para os mais de 100 mil estudantes nas redes pública e privada, inclusive no Ensino Superior.

Atualmente, a taxa de reprodução do coronavírus em Macaé é de 0,87, conforme dados do boletim informativo diário da prefeitura sobre a situação da pandemia na cidade, divulgado na manhã desta sexta-feira, 21.

De acordo com esses dados mais recentes, referentes às 24 horas do dia da reunião da comissão, na quinta, Macaé registra 6.902 casos confirmados do vírus, e 126 mortes, a última, de uma mulher de 89 anos, portadora de hipertensão arterial.

Os dados do boletim desta sexta informam ainda que a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados ao tratamento da pandemia no município segue em 18%, como aconteceu durante quase toda a semana, enquanto a taxa de letalidade do coronavírus em Macaé baixou 1,8%.

Além do prefeito, participaram da reunião, o vereador Guto Garcia PDT), presidente da Comissão de Educação na Câmara e ex-Secretário de Educação; Bruno Py, presidente do Conselho Municipal de Educação; Geisa Morgado, representante das diretoras das escolas municipais; Mariza Curvelo, diretora do Sindicato das Escolas Particulares de Macaé e da Casinha Feliz (CEMAC); Denise Mendes, representante das creches particulares; e Tiago Umbelino, representante de pais de alunos da rede pública.

Pela Secretaria de Educação de Macaé, participaram a secretária, Leila Clemente; a superintendente de Acompanhamento Orçamentário, Bianca Kersbaumer; a superintende da Educação Infantil, Mariana Duarte; a procuradora Bianca Cooper; a superintende da Educação Integrada, Janaina Pinheiro; e o secretário adjunto de Ensino Superior, Márcio Magini.

Pela Secretaria de Saúde e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estiveram presentes, a secretária, Deusilane Galiza, além de Gleison Guimarães, Jalnéia Ferreira, Ângela Márcia, Rachel Aguiar, Michele Thomaz, Ana Carolina Goudard, Larissa Mantuano, Hérica Galiza e Liciane Cardoso.

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