Mídias Sociais

Política

Audiência pública na Câmara de Macaé discute regulamentação de serviços de aplicativos de transporte

Avatar

Publicado

em

 

Autor do requerimento que solicitou a audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Macaé na noite da última quarta-feira, 9, líder do governo, Julinho do Aeroporto (PMDB, no alto), preside evento em companhia do vereador Welberth Rezende (PPS)

No início da noite da última quarta-feira, 9, dezenas de taxistas se reuniram em audiência pública na Câmara Municipal de Macaé para cobrar do Executivo a regulamentação dos serviços de aplicativos de transporte individual de passageiros na cidade.

Principal deles e também principal alvo de ataques dos taxistas, o Uber chegou a Macaé em dezembro de 2017 e, desde então, caiu nas graças da população, gerando grande descontentamento dos taxistas e de, quebra, de alguns políticos.

Por força de lei federal, aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidência da república, no fim de março desse ano, cada cidade ganhou autonomia para elaborar uma legislação própria para a categoria dos aplicativos.

Um dos principais defensores dos taxistas, o líder do governo, Julinho do Aeroporto (PMDB), lembrou que, desde o final de 2017, a Câmara vem discutindo alternativas para a situação, citando 3 requerimentos de sua autoria encaminhados à prefeitura a respeito do tema, uma vez que agora é de competência do Executivo a regulamentação dos aplicativos.

“Esta Casa tem cumprido o seu papel e todos sairão ganhando quando forem estabelecidas as diretrizes para o funcionamento do serviço, assim como acontece com os táxis”, ponderou o vereador.

Assim como outros vereadores, Julinho defende que é injusta a competição entre os aplicativos e os táxis, já que estes precisam pagar algumas taxas ao município para atuarem enquanto os motoristas dos aplicativos seguem isentos dessas taxas. Para o taxista Jairo Medina Barroso, a regulamentação trará equilíbrio entre as categorias.

“Não é admissível a gente pagar tantas taxas e tributos e nos depararmos com centenas de motoristas com carros de outras cidades que vêm aqui sem qualquer contrapartida. Parece que são 300 carros circulando em Macaé, mas a maioria é de fora”, criticou o taxista.

Segundo o presidente da Cooperativa Macaé de Táxi (Coopermat), que conta com 79 profissionais cadastrados, algumas medidas já foram tomadas para conter a queda do número de passageiros, entre elas o lançamento de um aplicativo próprio e e o oferecimento de descontos nas corridas.

Como a questão do alto valor das tarifas dos táxis é um dos principais atrativos de aplicativos como Uber, Cabify e 99, em alguns pontos de Macaé, como o da Rodoviária, o valor tarifário está com redução de até 30% para o pagamento em dinheiro.

Também presente à audiência, o vereador Welberth Rezende (PPS) reforçou a necessidade da regulamentação e disse que o governo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, já elabora o projeto de lei. Outro a defender os taxistas, o vereador Val Barbeiro (PHS) preferiu um tom ameaçador para discutir o tema.

“Esta é uma categoria que tem história e ajuda na economia da cidade há décadas. Se nada for feito, serei contra o Uber”, disparou Val, com sua espontaneidade e franqueza habituais.

Segundo a Câmara, nesta sexta-feira, 11, a Secretaria de Mobilidade Urbana agendou um encontro para receber Welberth e um grupo de taxistas. O objetivo, de acordo com o vereador é debaterem propostas em comum para o projeto de lei, que ainda não tem data para ser encaminhado ao Legislativo.

 

Mais lidas da semana