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Atlas volta ao campo após veto do TSE

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em imagem que ilustra os principais nomes apontados na disputa presidencial para 2026. Foto: Montagem com recursos de IA - Clique Diário
 

Nova pesquisa presidencial será divulgada na terça-feira, enquanto segue suspenso levantamento de maio que, segundo a CartaCapital, apontava Lula à frente nos cenários testados

O AtlasIntel deve divulgar na próxima terça-feira (30) uma nova pesquisa nacional de intenção de voto para a Presidência da República. Será a primeira rodada do instituto após a suspensão, pelo Tribunal Superior Eleitoral, do levantamento de maio sobre a corrida ao Palácio do Planalto.

A nova sondagem terá 5.000 entrevistas feitas pela internet e margem de erro de um ponto percentual. Além dos cenários eleitorais para 2026, o instituto deve medir a percepção dos eleitores sobre temas recentes da política nacional, como a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no Caso Master e o risco de interferência de Donald Trump na eleição brasileira.

A pesquisa anterior segue sem divulgação por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. A rodada de maio havia indicado queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo reportagens publicadas à época sobre o caso.

De acordo com apuração da CartaCapital, o levantamento suspenso apontava Lula (PT) à frente nos cenários de primeiro e segundo turnos. A decisão de Nunes Marques impediu a publicação oficial dos números.

O TSE chegou a iniciar o julgamento sobre a liminar, mas a análise foi interrompida após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Até que o plenário conclua o caso, continua válida a decisão que barrou a divulgação da sondagem de maio.

A nova rodada do AtlasIntel será publicada em meio a essa disputa jurídica. Mais do que atualizar o quadro eleitoral, a pesquisa tende a recolocar no centro do debate o conflito entre direito à informação, controle judicial sobre levantamentos eleitorais e impacto político de pesquisas em uma pré-campanha já marcada por tensão.

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