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Suspeita de matar o marido para receber R$ 2 milhões em seguros é presa em Araruama, na Região dos Lagos

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Segundo a polícia, Rafaela Damas Ribeiro Alzeman, planejou a morte do marido, que foi executada pelo seu amante, o traficante Victor Marins Tavares Ribeiro, conhecido como Mete Bala

 

Bertha Muniz

 

A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (27), em Araruama, na Região dos Lagos, Rafaela Damas Ribeiro Alzeman, de 30 anos. Ela é suspeita de ser a mandante do crime que resultou na morte de seu ex-marido, o oficial da Marinha Mercante William Alzeman. De acordo com as investigações, seis meses antes de morrer, a vítima tinha feito dois seguros de vida que somavam o valor de R$ 2 milhões e a esposa era a beneficiária. Segundo a polícia, Rafaela teria planejado a morte do companheiro para receber os dois seguros em nome dela.

As investigações, comandadas pelo delegado Fábio Barucke, titular da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, concluíram que Rafaela planejou a morte do marido, que foi executada pelo seu amante, o traficante Victor Marins Tavares Ribeiro, conhecido como Mete Bala, de 25 anos. O criminoso é tido como um dos chefes do tráfico na comunidade Grota do Surucucu, em Niterói . Ribeiro foi preso em outubro do ano passado. A ação dos agentes da Polícia Civil de Araruama foi em cumprimento ao mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado expedido em novembro de 2016 pelo juiz Nearis Dos Santos Carvalho Arce, do 3° Cartório da 3ª Vara Criminal de Niterói.

Há quatro meses, a 118ª Delegacia Policial de Araruama (118ª DP) recebeu informações de que Rafaela frequentava o município e, após uma denúncia anônima, foi presa na casa de um namorado. Ela estava na lista dos 10 mais procurados da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG).

Entenda o caso

Segundo a apuração policial, a mulher conheceu o traficante num baile funk na comunidade enquanto William estava viajando a trabalho, já que ele ficava 15 dias embarcado. Nesse período, ela também costumava organizar festas no apartamento do casal, que Victinho Mete Bala frequentava. No dia do crime, por volta das 23h40, a acusada insistiu para que William a acompanhasse num restaurante em São Francisco, que fecharia à meia-noite. Ela estava ao volante do carro do casal, um Nissan Sentra preto, e passou pela Estrada do Capim Melado, o que não era habitual.

No trajeto, eles foram surpreendidos por Victinho Mete Bala e um outro criminoso, ainda não identificado, que ocupavam um Palio Weekend branco, modelo táxi. Mesmo não reagindo, William foi colocado de joelhos e executado com tiros na nuca.

O que inicialmente chamou a atenção dos policiais foi o fato de Rafaela correr cerca de 300 metros para pedir ajuda no condomínio onde morava, já que havia uma casa a apenas 10 metros do local do crime. Além disso, os bandidos levaram apenas o celular da mulher e as alianças, mas deixaram o cordão de ouro de 120 gramas da vítima. O carro do casal foi encontrado no bairro Vila Progresso, a menos de dois quilômetros do local onde foi roubado.

Logo após a morte de William, Victinho Mete Bala teria feito um churrasco na Favela da Grota para comemorar o crime. Ele disse na comunidade que havia ganhado muito dinheiro para matar o marido de Rafaela. As investigações, portanto, começaram a se voltar para a viúva e os indícios aumentaram assim que os familiares da vítima estiveram na DH para conseguir o registro do caso e dar entrada num seguro de vida que renderia a Rafaela R$ 2,4 milhões. Ela chegou a conseguir um adiantamento de R$ 860 mil, que foi bloqueado pela Justiça.

 

 

 

 

 

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