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Quarenta casas que serviriam de reduto para traficantes são demolidas próximas ao bairro Lagomar, em Macaé

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Demolições foram iniciadas nessa quinta-feira (18). Ao longo dos dias, mais de 96 casas também serão destruídas.  

A Prefeitura de Macaé iniciou nessa quinta-feira (18) o processo de demolições de casas que serviriam de reduto para traficantes próximas à restinga do bairro Lagomar, localidade em que na semana passada foi alvo de confronto de traficantes de facções rivais e que culminou com a morte do cabo José Renê Araújo Barros. As demolições foram anunciadas durante entrevista coletiva nessa quarta-feira (17) com autoridades da área de segurança e o prefeito Dr. Aluizio.

Além de serem usadas por traficantes do bairro Lagomar, as casas haviam sido construídas em uma área de preservação ambiental. São casas que pertencem a famílias que já foram beneficiadas com outras moradias. Os imóveis vazios teriam atraído a atenção de traficantes.

Metas para segurança

Na última quarta-feira (17), durante entrevista coletiva com autoridades da segurança de Macaé e o prefeito Dr. Aluizio, foram definidas novas metas para o setor do município.

O prefeito Dr. Aluizio anunciou a elaboração de um pacote de segurança pública, que está sendo discutido pela comissão formada por representantes do governo municipal e das forças de segurança. A medida será encaminhada à Câmara Municipal logo após o fim do recesso parlamentar, previsto para 17 de fevereiro.

Nessa quinta-feira (18), foi publicado o edital de licitação para construção da DH (Delegacia de Homicídios).

As medidas anunciadas para segurança da cidade se devem aos confrontos no bairro Lagomar na semana passada. No último dia 09, um confronto entre traficantes de facções rivais matou o policial militar José Renê Araújo Barros, de 35 anos.

Num balanço parcial da operação batizada como “Guerra de facções ADA x CV”, constam números e informações que evidenciam o porte da situação. Seis pessoas morreram, entre elas, o cabo Renê Araújo. Ao todo, até o momento, 35 pessoas foram conduzidas à delegacia, 21 suspeitos foram presos. Deste total, cinco presos já foram indiciados por participação na morte do cabo Renê e outros dois ainda serão indiciados após conclusão de inquéritos da Polícia Civil. Sete veículos foram apreendidos e a polícia investiga se tiveram participação nos ataques do dia 9. Dez armas foram arrecadadas sendo um fuzil, duas espingardas, cinco pistolas e dois revólveres. Ao todo, 516 munições foram apreendidas. Entre as drogas apreendidas: 962 buchas de maconha, 272 pinos de cocaína e 427 sacolés de cocaína. Na última terça-feira (16), após intensa varredura na Malvinas, foram encontrados 1.760 invólucros de cocaína e 9.240 de maconha, totalizando 17 quilos e 300 gramas de maconha e 4 quilos e 400 de cocaína. Todo material estava enterrado em tonéis no mangue da comunidade

Blindado permanece em Macaé por tempo indeterminado

A Polícia Militar confirmou nessa quinta-feira que o blindado vai permanecer por tempo indeterminado à disposição do 32° BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Macaé para prosseguir com as operações de combate ao tráfico de drogas e para elucidar o assassinato do cabo Renê. O blindado, também popularmente chamado de “caveirão”, participou da ação no bairro Lagomar no último dia 09, quando houve um confronto entre traficantes e policiais na localidade. No confronto, o cabo Renê Araújo foi baleado na cabeça e morreu. O blindado percorreu também as comunidades Nova Holanda, Malvinas e Botafogo. As operações também tiveram apoio de aeronave.

O veículo, ainda segundo a PM, foi utilizado em combates ao tráfico de drogas na capital. O veículo tem marcas dos enfrentamentos. Em Macaé, passou por manutenção e contou com a ajuda da iniciativa privada.

 Bertha Muniz e Daniela Bairros

Crédito: Maurício Porão 

 

 

 

 

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