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Polícia cumpre mandado contra um dos acusados de matar advogada em Macaé

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Joel Lopes de Lima, de 30 anos, foi condenado a 43 anos em regime fechado em 2014  e desde então, era considerado foragido.

A polícia cumpriu na manhã desta terça-feira (12) um mandado de prisão contra um dos acusados de matar a advogada Ana Luiza de Queiroz Mattoso, em Macaé. Joel Lopes de Lima, de 30 anos, foi preso na casa onde estava escondido, no bairro Ajuda de Baixo e levado para a Divisão de Homicídios da 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP).

O crime aconteceu no dia 24 de setembro de 2007, na casa da vítima, localizada no Centro da cidade. A sentença foi proferida em fevereiro de 2014 pelo Tribunal de Justiça da Comarca de Macaé e desde então, Joel era considerado foragido.

Como o crime foi cometido por meio cruel, consistente de vários golpes de pedra na cabeça da vítima amarrada, bem como cortes de faca no pescoço para que a advogada sangrasse até a morte, a condenação foi de 43 anos em regime fechado para os irmãos Joel Lopes de Lima e Jean Wellington de Lima.

Já Elair César de Souza Gall, funcionário da vítima, foi sentenciado a 48 anos de prisão, também em regime fechado. Segundo a sentença, Elair César recebeu o maior tempo de condenação porque conhecia vítima e sabia que no dia do crime, que a advogada possuía dinheiro na residência onde morava, o que para a justiça, a ação foi premeditada.

Ainda segundo a sentença, Elair utilizou da sua condição de funcionário e pessoa de confiança da vítima, já que conhecia toda a rotina da advogada assassinada.

O crime

A advogada Ana Luiza de Queirós Mattoso, então com 61 anos, foi assassinada no dia 24 de setembro de 2007 em sua casa na Avenida Rui Barbosa, Centro. Por volta das 21h30, os acusados invadiram a residência da vítima para praticar um assalto, já que sabiam que a advogada mantinha na casa grande quantidade de dinheiro.

Os acusados entraram na casa da advogada depois de renderem um vigia, que foi obrigado a entrar na residência, onde foi amarrado e amordaçado em um dos cômodos. A advogada começou a ser agredida fisicamente pelos três acusados, além de ter sido amarrada e amordaçada com fitas adesivas nas mãos e rosto, além de ter o pescoço envolto a um fio de abajur. Ana Luíza foi esfaqueada no pescoço e golpeada na cabeça por uma pedra. Em seguida, foi colocada de bruços até que se esvaísse em sangue.

No auto de apreensão, segundo a sentença, consta localização de duas pedras sujas de sangue, uma faca Tramontina manchada de sangue, um rádio nextel e pedaços de fitas adesivas. Todo material foi encontrado na casa da advogada. Na casa de Elair César de Souza foram apreendidos quatro pares de tênis e um par de sapatos, além de um binóculo, que foi roubado na casa da advogada no dia do crime, uma calça jeans com as pernas cortadas.

Na perícia realizada por luminol no par do tênis de Elair César e na calça jeans apreendida na casa dos irmãos Joel Lopes e Jean Welyton, foi constatada presença de sangue por todo o sapato, na calça e nas pernas do vestuário que estavam cortadas.  A filha da vítima, Françoise de Queirós Mattoso, reconheceu à época, o binóculo que foi roubado da mãe.

Sangue também foi encontrado em um veículo Gol. Digitais de Jean Welyton foram encontradas em um cofre existente na residência da advogada e que só ela tinha acesso. As causas da morte da advogada, segundo laudo, foram por hemorragia intracraniana por traumatismo craniano e anemia aguda por hemorragia externa devido à lesão transfixante dos vasos sanguíneos do pescoço.

Autor: Bertha Muniz

Foto: Divugação/PM

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