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Mulher é encontrada morta em Búzios

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Uma médica, identificada como Maria Júlia Matteotti, de 66 anos, foi encontrada morta com sinais de tortura, com pés e mãos amarrados, em sua casa em Búzios, durante este fim de semana, em um condomínio do bairro Baía Formosa.

 

Maria Júlia morava no Leblon, no Rio de Janeiro, onde trabalhava como ginecologista e obstetra. O corpo da médica foi encaminhado para o IML de Araruama.

 

Segundo o delegado Rômulo Prado, da delegacia de Búzios, a perícia indica que o crime teria acontecido na quinta-feira, dia 25. Ele informou ainda que descartou a hipótese de latrocínio, o roubo seguido de morte, já que nenhum pertence foi levado da casa e disse que descarta qualquer ligação com crime sexual.

 

O ex-marido e o filho da médica já foram ouvidos e as imagens das câmeras de segurança do condomínio Jardim do Lago, que fica no bairro Baía Formosa, foram recolhidas e serão analisadas. Além disso, filmagens de câmeras de segurança do entorno do local serão pedidas.

 

"Aparentemente ela foi morta no segundo andar, no quarto onde estava. O colchão afastado, algumas roupas pelo chão. A marca de arrasto em degraus do segundo pavimento para o térreo, depois uma breve interrupção, uma poça mais embaixo, o que dá a entender que quem a matou no segundo pavimento e por algum motivo quis tirar o corpo do local, o segurou posteriormente, o jogou ou caiu e, em seguida, por algum motivo, levou o corpo para um hall de entrada, um corredorzinho que se tem acesso logo após a porta principal", descreveu o delegado.

 

"Ela deve, pelos ferimentos, ter sido desacordada ou ficado próximo a isso depois de ter recebido um golpe, possivelmente um soco. Isso pode ter provocado um desmaio, o que possibilitou o amarrar da vítima da forma como foi encontrada. Por enquanto, o que se tem é isso", finalizou.

 

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro informou  que vai pedir que a investigação da morte de Maria Júlia seja transferida da delegacia de Búzios para a Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na capital. A justificativa dada é de que “a 127ª DP não tem estrutura especializada para esse tipo de investigação".  O SinMed/RJ informou também que vai solicitar uma audiência com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.

 

Flávia Martins

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