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Marinha abre investigação contra militar acusado de tráfico de bebês em Iguaba Grande

Bertha Muniz

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O caso teve início quando o pai de um bebê do Distrito Federal (DF) procurou a polícia para denunciar que a companheira negociava o filho, ainda na barriga.

 

A Marinha do Brasil afirmou, nesta sexta-feira (18), que instaurou procedimento administrativo interno para investigar a conduta do militar acusado de aliciar jovens grávidas e oferecer dinheiro para comprar os bebês. Há suspeita de que ele integre uma rede de tráfico de crianças.

O caso teve início quando o pai de um bebê do Distrito Federal (DF) procurou a polícia para denunciar que a companheira negociava o filho, ainda na barriga. As tratativas eram feitas com um casal do Rio de Janeiro. A Polícia Civil do DF descobriu que os suspeitos, moradores de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, compraram passagens de avião para a gestante e mantinham contato frequente com a jovem. A mulher chegou a passar um mês na residência dos investigados.

Nas buscas realizadas na manhã desta terça feira (15), outras crianças foram localizadas no Rio de Janeiro.

Na capital federal, o inquérito foi instaurado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do oficial supostamente envolvido na denúncia.O processo foi remetido à Justiça, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica para a mulher, grávida de cinco meses. Nas buscas realizadas na manhã desta terça feira (15), outras crianças foram localizadas no Rio de Janeiro. Entre elas, um bebê de dois meses.

Os menores estavam registrados em nome do militar, identificado como Vitor Hugo. A mulher do suspeito também estava no local e prestou esclarecimentos à polícia. Segundo ela, o marido tinha relacionamentos extraconjugais e acabava cuidando das crianças. Os investigadores apreenderam documentos, computadores e celulares.

Há indícios de que os suspeitos aliciavam as mães por meio de um site de “adoção”. Quando o casal descobriu que era alvo de diligência policial, mudou as páginas na web, transformando-as em site de adoção de animais. Ambos são proprietários de um canil e de pet shop. Em nota, a Marinha afirmou que “prestará toda a cooperação aos órgãos envolvidos na investigação” e disse “repudiar condutas e atos ilegais que atentem contra a vida, a hora e os princípios militares”.

A mulher do suspeito prestou esclarecimentos à polícia.

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