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Macaé é a 5ª cidade do Estado que mais registra ameaças contra professores, segundo dados do ISP

Bertha Muniz

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Considerando apenas as cidades da Região dos Lagos e Norte Fluminense, Macaé lidera o ranking, na frente de Campos dos Goytacazes, e de Cabo Frio. 

Dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, Macaé, foi considerada a quinta cidade que mais registra ameaças de violência contra professores. A categoria enfrenta agora não só as péssimas condições de trabalho, como triste cenário do abuso de alunos e até pais.

Estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP) dão conta de que de 2014 a 2017, foram 624 ameaças dentro das escolas, ou seja, um professor a cada três dias. Com 15 registros, Macaé está em 5º lugar entre as delegacias que mais registram estes casos, ficando atrás do município do Rio, com 227 casos registrados, São Gonçalo (29), na Região Metropolitana, além de Duque de Caxias (28) e Nova Iguaçu (24), na Baixada Fluminense.

Considerando as cidades da Região dos Lagos e Norte Fluminense, Macaé é a primeira que mais registra ameaças dentro das escolas, na frente de Campos dos Goytacazes, com 11, e de Cabo Frio, com 8. O levantamento mostra ainda que 25% dos casos, o autor da ameaça é o aluno, e as professoras são as maiores vítimas: 75% de quem sofre a violência são mulheres.

“Este é um dado preocupante e que traz consequências para o todo o processo de educação, dentro e fora das unidades de ensino. São números onde não podemos apenas lamentar. É preciso que tomemos uma postura de reverter este quadro e de restabelecer o respeito ao professor, ou melhor, o respeito entre os seres humanos. Essa situação contribui para a precarização do trabalho escolar e o adoecimento dos professores, pois estas dificuldades resultam no quadro de stress crônico e afastamento das suas atividades laborais”, disse o presidente do Sindicato dos Professores da Rede Particular de Ensino de Macaé e Região (Sinpro Macaé e Região), César Gomes.

Para o presidente, abordar a violência no ambiente escolar é importante, mas é necessário também construir coletivamente com proposições para o enfrentamento destas situações, a partir da reflexão e debates onde possamos envolver diferentes atores sociais. “Precisamos valorizar o respeito, a estabilidade a autonomia docente”, completou.

Da base de atuação do Sindicato, Macaé foi a única cidade que apareceu entre as primeiras colocações. Já na região, Cabo Frio figura na oitava colocação, com 11 registros de ameaças feitos na delegacia. “Isso não significa dizer que nas outras cidades isso não ocorra. Nós que acompanhamos, sabemos das situações a que muitas vezes os professores são submetidos. Enquanto Sindicato entendemos os efeitos que isso traz para o dia a dia do ensino, bem como isso prejudica a saúde mental desta categoria. Por isso, quando atuamos em uma Campanha Salarial não estamos ali só por reajustes, queremos o respeito e valorização desse profissional. Educação é um direito que devemos defender, pois é com ela que conseguimos superar as desigualdades sociais”, finalizou Cesar.


 

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