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Dois são presos durante operação da Polícia Civil para captura de foragidos por violência doméstica em Macaé e Rio das Ostras

Bertha Muniz

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As duas ações foram coordenadas pelo delegado titular da 123ª Dr Evaristo Pontes. Homens eram foragidos por roubo majorado.

Em alusão aos 14 anos da Lei Maria da Penha, a Secretaria de Polícia Civil, por meio do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM), deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Athena em todo o estado. A ação, que teve como objetivo cumprir mandados de prisão de foragidos da Justiça por crimes de violência contra a mulher prendeu 45 pessoas.

Em Macaé, um homem de 33 anos foi capturado no bairro Imburo. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pela 1º Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes. Já em Rio das Ostras, outro agressor, de 27 anos, foi preso no Condomínio Prais/ Âncora I, no bairro Ancora. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto expedido pelo Cartório da Vara Única da Comarca de Casimiro de Abreu.

 

Ambos eram foragidos por roubo majorado, mas foram presos durante a operação Athena.  As duas ações foram coordenadas pelo delegado titular da 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP), Dr Evaristo Pontes.

As 14 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs) participaram da operação, que teve apoio das delegacias da Capital, da Baixada Fluminense e do Interior. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça, após inquéritos policiais concluídos por todas as delegacias do estado.

A diretora do DGPAM, delegada Sandra Ornellas, ressalta o trabalho realizado pelas DEAMs, que resulta em indiciamentos e prisões de autores de violência doméstica. "Somente em 2019, as DEAMs indiciaram 16.703 autores de violência doméstica e familiar de diversas formas contra mulheres, além de solicitar 20.930 medidas protetivas de urgência. O resultado deste trabalho são os inúmeros mandados de prisão a serem cumpridos hoje", afirmou.

A operação não inclui agressores foragidos no interior de comunidades, por força da restrição imposta pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a realização de operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia.

Redução de registros durante a pandemia

Ainda segundo a diretora do DGPAM, apesar de as DEAMs terem continuado a atender ao longo de todo o período de isolamento social, inclusive tendo realizado diversas prisões em flagrante, houve uma diminuição nos registros de ocorrência, em alguns casos de até 50%. "Segundo o Monitor de Violência do Instituto de Segurança Pública (ISP), a redução do número de registros não significa que a violência contra a mulher esteja diminuindo, mas que pode haver subnotificação neste período de pandemia. Com a flexibilização do isolamento social, houve um considerável aumento no número de registros durante o último mês", afirmou a delegada.

 

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