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Disque Denúncia já recebeu nove ligações sobre morte do jornalista Romário Barros em Maricá

Bertha Muniz

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A DH também investiga o assassinato de outro jornalista da cidade, Robson Giorno, no dia 25 de maio. Cartaz com as fotos das vítimas já foi divulgado pedindo informações sobre os crimes. 

O Disque Denúncia do Rio já recebeu nove ligações com informações sobre a morte do jornalista Romário Barros, assassinado a tiros na noite do dia 18 de junho, dentro do próprio carro quando estava voltando de uma caminhada, no bairro Araçatiba, em Maricá. As investigações seguem a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. Denúncias podem ser feitas através do telefone: através do telefone 21- 2253-1177.

Nessa semana, a DH ouviu a viúva de Romário, Islay Monnerat, além de pessoas próximas ao jornalista.  Imagens de uma câmera de segurança que mostram o momento em que Romário é executado por um homem encapuzado, logo depois de entrar no seu veículo, modelo Gol, de cor prata, que estava estacionado na Rua Álvares de Castro.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de a morte do jornalista ter sido uma execução e de que o crime foi encomendado. A perícia feita no local constatou que os tiros disparados contra Romário se concentraram em duas regiões do corpo dele: foram dois tiros no lado esquerdo da cabeça e um no pescoço.

“Já temos imagens de câmeras de segurança e sabemos que foram dois executores. Fizemos perícia no local e estamos ouvindo os familiares da vítima”, conta o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.

A DH também investiga o assassinato de outro jornalista da cidade, Robson Giorno morto também a tiros no bairro Boqueirão, no dia 25 de maio. O jornalista era dono do jornal "O Maricá" e, segundo sua página pessoal em uma rede social, ele pretendia se candidatar a prefeito nas eleições de 2020.

O cartaz com as fotos das vítimas já foi divulgado pedindo informações sobre os crimes que chocaram o município. Na última segunda, a Polícia Civil realizou diligências atrás de pistas que ajudassem na investigação do caso Giorno. Foram apreendidos documentos, celulares, computadores e tablet, que serão analisados

Quem tiver qualquer informação que possa levar aos assassinos pode entrar em contato pelo telefone (21) 2253-1177, pelo WhatsApp (21) 98849-6099 ou ainda pelo aplicativo "Disque Denúncia RJ". O anonimato é garantido.

Entidades do jornalismo, além de autoridades, cobram celeridade nas investigações, já que dois jornalistas foram assassinados a tiros em Maricá em menos de um mês. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) emitiu uma nota pedindo celeridade na investigação das mortes dos dois jornalistas.

O Programa Tim Lopes, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), acompanha as investigações e apura se as duas mortes são retaliações e têm relação com a profissão da vítima.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também se manifestou sobre os assassinatos. “Assim como o assassinato de Robson Giorno, é evidente que Romário também foi vítima de um crime premeditado, configurando uma execução”.

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