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Delegacia da Mulher conclui que homens encontrados mortos ao lado de bilhete são autores do estupro de universitária em Cabo Frio

Bertha Muniz

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A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (8), que os dois homens encontrados mortos ao lado de um bilhete no bairro Jardim Peró, em Cabo Frio, no último sábado (4), são os mesmos que estupraram a estudante de Psicologia, Andreza Nascimento, de 21 anos, na última quinta-feira (2). No papel estava escrita a frase "Tha ai os 2 que estrupou a mulher Andresa (sic)".

O inquérito foi  aberto pela delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Juliana Rattes.  Nesta segunda-feira (6) a agentes da Deam conseguiram imagens de câmeras de segurança que ajudaram na identificação dos criminosos. Além disso, a estudante já havia reconhecido por foto na 126ª Delegacia Policial de Cabo Frio (126ª DP), os dois homens mortos como autores do estupro.

Andreza, o amigo e o dono de um estabelecimento prestaram depoimento nesta terça-feira (7) na Deam. A polícia já identificou e está em busca do terceiro autor da ação criminosa.

 

O crime

Andreza Nascimento relatou o episódio de violência nas redes sociais. "Ontem, por volta das 21 horas fui sequestrada na porta da minha casa. Três homens me estupraram durante quatro horas dentro de um carro, com a arma na minha cabeça, arma no meu corpo, tudo que vocês possam imaginar".

O amigo de Andreza contou que foi buscá-la em casa de carro, no bairro Vinhateiro. Quando ela saiu do portão, os bandidos apareceram. No depoimento, ele disse que chegou a sair do veículo mas foi obrigado pelos bandidos a retornar. A moça foi forçada a entrar no carro e ficou no banco do carona.

A jovem afirmou que o trio por diversas vezes ameaçou assassiná-la. Após quatro horas de abusos, eles a colocaram no porta-malas do veículo onde estava e disseram que iam atear fogo no carro enquanto ela estivesse dentro dele.

A jovem disse que eles também a colocaram no porta-malas e ameaçaram colocar fogo no carro. "Disseram que iriam tacar fogo e tudo ficou em silêncio... Depois eles foram embora", contou a vítima.

Em depoimento à polícia, o amigo da vítima disse que conseguiu abrir o porta-malas por dentro e os dois correram para pedir ajuda. Uma viatura da polícia militar estava passando pelo local e os agentes levaram a universitária para o Hospital do Jardim Esperança e, em seguida, para o Hospital da Mulher, onde fez outros exames.


 

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