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Acusado de matar casal de tatuadores em Macaé é encontrado morto em isolamento de presídio

Bertha Muniz

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A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Causa da morte é investigada.

Adriano Lopes Prata, de 44 anos, apontado como autor no duplo homicídio de um casal de tatuadores e na tentativa de homicídio de um motorista de aplicativo, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (30), no isolamento do Presídio Dalton Crespo de Castro, em Campos dos Goytacazes.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que acionou os bombeiros e registrou o caso na delegacia de área.

A Seap também informou que o corpo de Adriano foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) do município e que aguarda o laudo cadavérico com a causa mortis.

Relembre o caso

O crime ocorreu na Estrada do Imburo, em Macaé, no dia 21 de julho. Adriano havia sido preso no dia 22 de julho, na Rua 9, no bairro Parque Aeroporto, com a arma utilizada no crime, uma pistola calibre 380, com 19 munições do mesmo calibre. Ele confessou o duplo homicídio do casal Luiza Barbosa Pereira, de 20 anos, e Renan da Silva Pereira Abade, de 19, e a tentativa de homicídio contra o motorista de aplicativo.

Adriano e a mulher, Maria das Graças em foto divulgada pela Polícia Civil.

Adriano e a mulher, Maria das Graças em foto divulgada pela Polícia Civil.

Renan e Luiza foram juntos até a casa de Adriano, mas somente o rapaz realizou o serviço. Foram duas tatuagens feitas em Adriano ao longo do domingo, um símbolo da Polícia Civil e um gladiador. As duas custariam em torno de R$ 1, 2 mil, segundo o delegado responsável pelo inquérito. Para não pagar pelo trabalho, o acusado matou as vítimas.

“Ele solicitou o Renan para fazer uma tatuagem na casa dele, alegando que era policial civil e estava baleado na perna, não podendo se locomover. Chegando lá, o Renan fez o procedimento e no fim, ele pediu para chamarem um carro de aplicativo para ele ir à casa de um amigo pegar o restante do dinheiro para pagar o serviço. Embarcaram no veículo o Renan, a Luíza, o Adriano e a esposa dele. Quando chegaram ao Imburo, ele pediu o celular do Renan emprestado, mas ele disse que estava sem sinal, no momento que o Adriano fingiu que pegaria o seu telefone para ligar para o amigo, sacou a arma e atirou contra Renan, Luiza e o motorista do carro, que conseguiu fugir e se esconder em um matagal” afirmou o tatuador.

Renan morreu no local. Luiza chegou a ser socorrida para o Hospital Público Municipal (HPM), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. O motorista de aplicativo perdeu um rim e parte do fígado. A mulher de Adriano, Maria das Graças Rocha Figueira Prata, de 55 anos, apontada como co-autora do crime, foi capturada no dia 25 de julho.

Tatuadores almoçaram na casa dos assassinos

Segundo o delegado titular da 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP),  Filipi Poeys, os autores do duplo homicídio eram frios e fizeram questão de agradar as vítimas, horas antes do crime. “A Maria das Graças fez almoço para eles, sabendo do que aconteceria depois, o que demonstra a frieza dos suspeitos", afirmou Poeys.

 

 

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