A crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou novos desdobramentos dentro do campo bolsonarista. Nos últimos dias, aliados próximos aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a se referir a Michelle pelo apelido de "Yoko Ono", em alusão à artista japonesa frequentemente associada, por parte dos fãs, ao fim da banda britânica The Beatles.
A comparação surgiu nas redes sociais após o jornalista e influenciador Kim Paim, identificado com o núcleo político ligado a Carlos Bolsonaro, utilizar o apelido ao comentar uma pesquisa eleitoral. Entre integrantes desse grupo, a expressão passou a simbolizar a percepção de que Michelle teria contribuído para ampliar as divergências internas da família Bolsonaro.
O desgaste teve início após Michelle divulgar um vídeo afirmando ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro durante uma conversa telefônica sobre as articulações do Partido Liberal no Ceará. O senador negou a acusação e declarou que jamais desrespeitou a ex-primeira-dama.
A repercussão também provocou manifestações dentro da direção do PL. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou que Michelle errou ao publicar um vídeo envolvendo o ex-governador Anthony Garotinho, avaliando que a divulgação foi prejudicial para o partido.
Nos bastidores, parlamentares e dirigentes do PL acompanham com preocupação os reflexos do conflito, especialmente porque Flávio Bolsonaro é o pré-candidato do partido à Presidência da República em 2026 e Michelle continua sendo uma das principais lideranças do eleitorado conservador, especialmente entre mulheres e evangélicos.