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Ninho de tartarugas é encontrado na Praia do Barreto, em Macaé

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Ao todo 109 ovos rompidos de tartaruga Cabeçuda e seis filhotes vivos presos na toca foram encontrados nas areias do Parque da Restinga. 

Um fato raro aconteceu nesta segunda-feira (19), em Macaé. Um ninho com 109 ovos rompidos de tartaruga Cabeçuda e seis filhotes vivos presos na toca foram encontrados na praia do Parque da Restinga, no Barreto. Um funcionário da secretaria de Ambiente e Sustentabilidade (Sema) deu o alerta, nesta segunda-feira (19), por volta de 7h30, ao encontrar o ninho.

O caminho dos seis filhotes até o mar foi acompanhado pelos servidores do parque, da Guarda Ambiental e do Setor de Fauna da Sema. De acordo com o biólogo Henrique Abrahão Charles, coordenador do parque, os animais poderiam ter sido vítimas de predadores naturais como caranguejos Maria Farinha. "Este é o primeiro registro de ninhada de tartaruga na praia do Barreto", contou.

Esta espécie percorre quase o mundo todo, desde os mares da África até a costa da Índia. Se alimentam de crustáceos (os adultos). Têm mandíbulas fortes. Na natureza, atingem os 60 anos. No Brasil, o maior inimigo dessa tartaruga, conhecida cientificamente como Caretta Caretta, são as redes de pesca.

- Não ocorrem desovas aqui de modo frequente porque o mar é bravo, com formação de muitas barreiras naturais devido à ação da maré. Demorará décadas até que outro evento semelhante a esse ocorra na praia do Barreto - explica o biólogo, completando que o horário da aurora é o preferido para os filhotes saírem do ninho para o mar porque neste período os predadores não estão ativos.

O funcionário do Setor de Fauna da Sema, Madson Nazareno, explicopu que a equipe vem monitorando as praias macaenses em busca de ninhos de tartaruga desde outubro do ano passado. "Ficamos surpresos com esse acontecimento aqui na praia do Barreto, pela braveza da corrente, e não nas praias Campista, do Pecado e Lagomar", diz.

Para comunicar situações como essa, as pessoas podem contactar a Sema pelo telefone 2762-4802. Madson foi enfático: "Não adianta levar para casa e tentar domesticar essas tartaruguinhas porque são de água salgada e se alimentam de algas. Se não as devolverem para o mar, morrerão", finalizou.

Da Redação

Foto: Guga Malheiros


 

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