Mídias Sociais

Destaque

Sillas Andrade, o menino que deixou para trás inúmeros obstáculos para brilhar no bicicross

Avatar

Publicado

em

 

Ferinha de 12 anos driblou um tumor na vista para colecionar conquistas e pódios pelo Brasil

Sérgio Barcellos

O esporte está sempre muito ligado a competição e resultados. Títulos e conquistas são quase que obrigatórios. No entanto, o esporte também tem a capacidade de emocionar e tornar públicas histórias de superação. Como é o caso do pequeno Sillas Andrade. Ao longo de seus 12 anos de vida, ele precisou driblar inúmeros obstáculos, entre eles um tumor na vista, para se dedicar a sua paixão pelo bicicross. Sobre as rodas de uma bicicleta, ele viu todo o seu esforço ser recompensado. Hoje, Sillas é o quinto colocado no Brasil em sua categoria, a boys, e tem toda uma carreira pela frente na modalidade, além de um futuro bastante promissor.

Sillas aprendeu desde cedo a driblar os obstáculos da vida. Quando nasceu, os médicos diziam que ele só teria dois anos de vida, por conta de uma suspeita de fibrose cística. Uma grave doença que ataca o sistema respiratório. Assim como faz com maestria nas pistas, Sillas além de adversários deixou para trás também essa doença. Seguiu seu coração e se dedicou com todas as forças ao bicicross.

Tudo começou em 2015, quando conheceu o projeto Pro-Bike, quando passava pelo bairro aeroporto, em Macaé. Ele já tinha experiência no motocross, mas havia desistido após uma queda. Se matriculou no projeto e passou a treinar com o instrutor Eduardo Jandre. Em outubro do mesmo ano, ele participou de sua primeira corrida, onde ficou com o 4º lugar. No dia 1º de novembro, participou de sua primeira competição oficial, na última etapa do Campeonato Mineiro de Bicicross, em Manhuaçu, Minas Gerais. ficando com o 3º lugar.

De lá para cá, Sillas deslanchou. A paixão pelo bicicross cresceu e a ferinha acumulou pódios e mais pódios em sua curta carreira. Em 2016, ele faturou o 3º lugar no Fest Verão em Macaé. Até agosto, ele disputou várias etapas. Pelo Mineiro, ele participou das de Betim, Varginha, Muriaé, Manhuaçu e Curvelo. Ficou com o segundo lugar em todas. Só na de Muriaé que ele foi 3º. Foi também o 5º colocado na Copa Brasil, em Campo Bom, Porto Alegre. Além disso, sobrou tempo para um 3º lugar na mesma Copa Brasil em Manhuaçu (MG) e um 1º lugar em Conceição de Macabu.

No final de 2016, ele viveu um novo drama. Teve que parar de competir por conta de um tumor na vista. Ainda assim, fechou o ano com o quinto colocado no Brasil em sua categoria. “hoje estamos vivendo um momento de muita emoção. De acordo com os médicos, não seria recomendável que ele voltasse a correr depois de uma cirurgia delicada como essa. Ele hoje tem a vista direita perfeita, mas a esquerda está um pouco comprometida, não enxergando com tanta nitidez”, contou Jane, a mãe de Sillas.

Vencido o tumor, Sillas não se deu por abatido e seguiu competindo. Mesmo após 4 meses parado, ele faturou o 3º lugar no Fest Verão deste ano em Macaé. Foi a sua primeira prova após a cirurgia na vista. E mesmo assim ele subiu ao pódio, mostrando o poder de seu talento. As competições seguiram. Em março agora, ele faturou o 3º lugar na etapa do Paulista de BMX, em Paulínia, São Paulo. Também em março, ele ficou com o 4º lugar em Manhuaçu (MG). Já no dia 2 de abril, na Copa Brasil em São Paulo, faturou uma honrosa 5ª posição. Ainda deu tempo de disputar a 2ª etapa do Paulista de BMX no dia 9 de abril, ficando com o 7º lugar. Ele agora vive a expectativa de participar da 2ª etapa do Mineiro, em Varginha. Certamente dará muito trabalho aos adversários. A fera está voltando.

 

Mais lidas do mês