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Bolsa Escola pode mudar o cenário de reprovação e violência nas escolas em Macaé

Bertha Muniz

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Projeto do governo é peça-chave para garantir frequência e estímulo aos estudantes do 6º ao 9º ano.

Com o maior percentual de reprovação do sistema público de ensino do município, além de representar a principal margem da rede vulnerável à violência, os cerca de 10 mil estudantes do 6º ao 9º ano, matriculados em 20 escolas da prefeitura, representam o público-alvo do programa “Bolsa Escola”, proposto pelo governo municipal nesta semana, e já encaminhado para a análise da Câmara de Vereadores.

Composto por crianças e adolescentes com idades que variam dos 11 aos 14 anos, esse é o grupo da rede municipal de ensino que demanda preocupação diferenciada e especial por parte do governo, que pretende oferecer R$ 600 para cada um dos 100 alunos que alcançarem o melhor desempenho na avaliação que será elaborada pela secretaria municipal de Educação.

Hoje, de acordo com a secretaria, os cerca de 10 mil alunos do 6º ao 9º apresentam um índice de 30% de reprovação, enquanto a média do ensino fundamental, a base da educação pública, é de quase 10%.
Além disso, essas 10 mil crianças e adolescentes estão hoje na principal margem da violência registrada dentro e fora das escolas, representando a faixa etária que perde o interesse pelos estudos em um período fundamental para a formação acadêmica.

Análise da própria secretaria aponta ainda que os estudantes do 6º ao 9º da rede municipal representam crianças e adolescentes que vivem nas áreas mais carentes do município, onde os índices de violência também são preocupantes.

Com a Bolsa Escola, o governo cria uma ferramenta capaz de enfrentar essa difícil realidade, mantendo a frequência dos estudantes, estimulando o interesse pelas aulas e melhorando o ambiente escolar dentro das salas, o que se reverte também em mais condições de trabalho para os profissionais da rede pública de ensino.
Os R$ 600 propostos pelo programa serão pagos durante os dois meses de validade das avaliações, permitindo assim que os alunos contemplados possam seguir de forma mais tranquila a vida acadêmica, contribuindo também com uma parcela bastante significativa no orçamento familiar, elevando a própria qualidade de vida, assim como dos pais, irmãos ou responsáveis.

O Bolsa Escola representará um investimento de cerca de R$ 700 mil ao ano pelo governo, como proposta de transferência direta de renda, através do estímulo a educação, dentro da faixa mais vulnerável da educação pública.
A proposta do governo é estabelecer as regras do programa, como a programação das datas de aplicação das provas, ainda neste ano. Isso depende da análise e aprovação do projeto encaminhado nesta semana à Câmara. No entanto, devido ao recesso do Legislativo, a matéria só deve entrar em discussão na segunda quinzena de agosto.

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