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Queda na demanda faz Petrobras cortar produção, jornada e até 30% do salário de funcionários

Bertha Muniz

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Em nota, a estatal justifica a redução diante da "contração da demanda por petróleo e combustíveis".

A Petrobras anunciou novo corte de produção, além do já anunciado em 26 de março, de 100 mil barris diários. A companhia informou que a partir desta quarta-feira, 1º de abril, o corte será de 200 mil barris diários, incluindo o anterior. Em nota, a estatal justifica a redução diante da "contração da demanda por petróleo e combustíveis". A duração não está definida e para a definição dos campos que terão sua produção diminuída a empresa diz que levará em consideração condições mercadológicas e operacionais.

Outras medidas são postergação de desembolso de caixa e redução de custos. Já havia sido anunciado corte de US$ 2 bilhões de gastos operacionais em 2020, sendo uma das ações poupar cerca de R$ 700 milhões em despesas com pessoal, com a postergação do pagamento, entre 10% a 30%, de empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados; e redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de 21 mil empregados.

Em comunicado, a empresa anunciou mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de 3,2 mil funcionários. Também foi anunciado redução temporária de jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, para cerca de 21 mil trabalhadores.

Para a Transpetro também há um plano de resiliência, visando reduzir a estrutura de custos, "tanto de gastos operacionais quanto de investimentos, postergando ou otimizando desembolsos", no valor de R$ 507 milhões em 2020, conforme o fato relevante.

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