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Postos de combustíveis em Macaé ainda mantêm preços elevados

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A Petrobras anunciou no último dia 14 de outubro, uma redução no preço da gasolina e do diesel, já para a zero hora do dia 15, como parte da nova política de preços de combustíveis, que leva em consideração a paridade com as cotações internacionais.

Na refinaria, a redução média do diesel está sendo de 2,7% e da gasolina em 3,2%. Essa é a primeira diminuição do preço dos combustíveis desde 2009. A estatal estima que, se a queda de preços concedida nas refinarias for integralmente repassada para o consumidor, a gasolina poderá ficar 1,4% mais barata para o consumidor final, nos postos de revenda. Isso significaria uma retração de R$ 0,05 por litro. Já a queda projetada para o óleo diesel é de 1,8%, ou também R$ 0,05 por litro.

O repasse dessa queda de preço, no entanto, depende de decisões das distribuidoras e postos de revenda, já que o mercado não é controlado. A Petrobras ressalta que não tem como controlar o preço ao consumidor e que essa é apenas uma projeção. Já as ações da estatal operam em alta após o anúncio da medida.

Devido esse descontrole na distribuição dos combustíveis, em Macaé o preço ainda continua elevado. Diversos postos mantêm um valor alto mesmo depois desse anúncio de diminuição.

Segundo a gerência de um posto de combustíveis localizado às margens da Rodovia Amaral Peixoto, em Imboassica, a queda no valor da gasolina, por exemplo, ainda não chegou às bombas. O valor que antes era de R$ 4.05, hoje este em média R$ 4,15, ou seja, ainda aumentou.

Outro posto que fica também às margens da Rodovia Amaral Peixoto, na altura do Bairro Mirante da Lagoa, o valor se mantêm o mesmo de antes do anúncio da queda. O preço da gasolina sai em média R$ 3,89. Segundo a gerência o valor final ao consumidor é baseado no valor que é repassado pela refinaria.

Já outro posto no centro da cidade o preço teve uma leve queda, de R$ 3,99 para R$ 3,95 o litro. Segundo informações da gerência, a diminuição está baseada no valor estipulado pela própria Petrobras, ou seja, uma retratação de R$ 0,05 por litro.

Mas quem sente no bolso é o consumidor que não vê outra alternativa para esses preços abusivos. Segundo o gerente comercial Artur N. Peixoto, morador de um condomínio na saída de Macaé, os consumidores locais não tem opção e acabam tendo que pagar mais caro o preço do combustível. “Infelizmente não temos para onde correr. Preciso utilizar o carro todos os dias, devido ao meu trabalho e sempre procuro abastecer em um posto com alguma promoção, mas também temos que ter cuidado com qual combustível colocamos no tanque, pois existem as gasolinas “batizadas”, o que pode sair barato na hora mas muito caro depois. Infelizmente não temos uma fiscalização maior nesse tipo de procedimento”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Postos do Estado do Rio de Janeiro (Sindestado-RJ), Ricardo Lisbôa Vianna, a redução recentemente anunciada pelo governo dizia respeito a preços de custo da gasolina nas refinarias, sem considerar a incidência dos impostos, que representam cerca de setenta por cento do preço para o consumidor final. Além disso, há o etanol, que vem subindo muito de preço, sendo que compõe 27% de cada litro de gasolina.

“Lembramos que os postos são o elo final da corrente de comercialização dos combustíveis, ficando na dependência direta dos valores praticados pelas companhias distribuidoras. Os preços de venda para o consumidor final irão variar em função do valor cobrado pelas distribuidoras, conforme cada posto for recebendo novos estoques”, comentou.

 

Esio Bellido

Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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