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Possibilidade de abertura da CPI dos Combustíveis pressiona redução dos preços de gasolina e diesel em Macaé

Bertha Muniz

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Impulsionada pelas atividades de exploração de petróleo, Macaé contraria a expectativa de preço acerca dos derivados do ouro negro, no que diz respeito à revenda de combustíveis. Os altos preços cobrados na cidade já viraram alvo denúncias.

No dia 18 de julho, a Petrobras anunciou uma redução no preço do litro da gasolina de R$ 0,0360 e no litro do diesel de R$ 0,0444. Os valores são referentes aos preços médios dos combustíveis vendidos pelas refinarias aos distribuidores passaram a valer da meia-noite do dia seguinte à decisão.

Nossa equipe de reportagem fez uma apuração de preços em 12 postos de Macaé, antes e depois da redução anunciada pelo governo. Supreendentemente constatamos que, de todos os postos visitados, 11 reduziram o valor, alguns até mais que o previsto.

A redução dos preços de combustíveis em Macaé pode ter sido impulsionada não só pela diminuição dos valores repassados às refinarias, como também pela fiscalização constante que tem ocorrido na cidade.

Em junho, o vereador e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Macaé, Robson Oliveira visitou postos no município para verificar denúncias de um suposto cartel existente no município. Na ocasião, o vereador confirmou que os postos de combustível de Macaé praticam preços estranhamente semelhantes, o que pode configurar a formação de um cartel. A visita foi acompanhada pela equipe do Procon.

O parlamentar criou a CPI do Combustível para investigar a atuação de postos e distribuidoras, descobrir a razão do ágio e forçar a redução de preços. O assunto está em votação popular, através do link: https://avaaz.org/po/community_petitions/C_Instalacao_da_CPI_dos_Combustiveis_na_Camara_de_Macae/.

“Macaé tem o combustível mais caro do Brasil, apesar de produzir mais de 60% do petróleo nacional. Agora a cidade tem a oportunidade de investigar, através da "CPI dos combustíveis", a suspeita de que os preços abusivos são resultado da formação de um cartel de postos com as distribuidoras. Como se trata de uma luta que envolve muita gente poderosa, o apoio da população é fundamental”, afirmou Robson.

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