Mídias Sociais

Economia

Mesmo com crise do coronavírus, Macaé receberá investimentos de U$ 700 milhões para construção de Usina Termelétrica

Avatar

Publicado

em

 

Apesar dos impactos econômicos gerados pela crise do coronavírus em todo o país, o Estado do Rio, mais precisamente na cidade de Macaé, vai receber investimentos na casa dos 700 milhões de dólares ainda neste mês de junho.

Os investimentos serão feitos pela gigante do petróleo anglo-holandesa Shell, cuja chegada à cidade vem sendo especulada há anos, e neste mês, iniciará a construção da Usina Termelétrica (UTE) Marlim Azul, com capacidade de 565 megawatts (MW).

Primeira usina a usar o gás natural produzido nos campos do pré-sal da Bacia de Campos, a Marlim Azul tem a expectativa de gerar energia suficiente para atender o consumo de 2 milhões de pessoas, e a previsão de iniciar seu funcionamento a partir de 1 de janeiro de 2023.

A responsável pelo projeto é a Arke Energia, formada pela Pátria Investimentos (controlador, com 51%), a Shell (com 29%) e a  Mitsubishi (com 20%), e o investimento total engloba, além da construção da usina, a construção também de uma linha de transmissão e de um gasoduto de 22 quilômetros (Km) para ligar a usina ao Terminal de Cabiúnas (na foto), da Petrobras, também em Macaé.

Em webinar organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Reino Unido, o diretor de regulamentação e relações governamentais da Shell no Brasil, Flávio Rodrigues, garantiu que a construção da UTE não foi afetada pela pandemia do coronavírus do ponto de vista econômico, pois o consórcio de empresas responsável pelos investimentos já teria avaliado “cenários complexos” para a unidade.

Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor comercial da Shell Brasil, Guilherme Perdigão, também disse acreditar que a economia vai se recuperar e, por isso, decidiu manter o ritmo das obras.

Porém, segundo Guilherme Perdigão, a execução das obras durante a pandemia teria trazido uma série de desafios, como a importação de equipamentos da China e da Índia, países que também foram duramente afetados pelos coronavírus, além do desenvolvimento do projeto de engenharia de forma remota com profissionais no Brasil, no Japão e na Espanha, entre outros.

“A gente entende que esse consumo de energia [para 2023] vai acontecer. Daqui até lá o país terá  tempo para se recuperar. Estamos buscando ser disciplinados na manutenção do cronograma para poder honrar a entrega de energia a partir de janeiro de 2023. É claro que a pandemia trouxe uma série de  desafios, mas estamos conseguindo até o momento manter o cronograma”, contou Guilherme Perdigão ao jornal O Globo.

Na avaliação da Arke Energia, as atuais quedas de consumo provocadas pela pandemia do coronavírus não alteram o planejamento de longo prazo, e continua sendo importante  respeitar o cronograma das obras sob o risco de não cumprir o prazo previsto em contrato com 26 distribuidoras, para a entrega da energia a partir de 1 de  janeiro 2023.

Segundo o diretor da Shell Brasil, durante as obras de construção de usina, serão adotados protocolos de segurança para evitar contágio do coronavírus, e o recrutamento de pessoal começará  na 2ª quinzena deste mês, com um número inicial de trabalhadores ainda considerado pequeno, devendo chegar a até o fim do ano a cerca de 150.

A expectativa, porém, é que, nos próximos anos, no pico das obras, a oferta de emprego na construção da UTE chegue a 1.500 trabalhadores entre 2021 e 2022. Além disso, a parceria entre as multinacionais prevê o desenvolvimento da usina e a comercialização da energia, tanto no mercado cativo, por meio de um leilão que foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em dezembro de 2017, como também no mercado livre de energia,  por meio da Shell Energy Brasil.

A UTE Marlim Azul de Macaé será a 1ª no país a produzir energia elétrica usando o gás natural do pré-sal no Brasil, além de ser o 1º projeto de geração de energia da Shell no país, que também está se aventurando na geração de energia solar, entre outras tecnologias, com projetos autorizados pela ANEEL para o desenvolvimento de 3 parques solares no Estado de Minas Gerais.

Mais lidas da semana