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Investimentos e empregos marcam nova perspectiva da indústria de óleo e gás em Macaé

Bertha Muniz

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A audiência pública debateu redesenvolvimento dos campos maduros da Bacia de Campos, geração de empregos e royalties. 

A Bacia de Campos, que já foi responsável por mais de 80% da atividade petrolífera nacional, vive um declínio na produção de 60% nos últimos 10 anos. Dados do IBP apresentam queda, por exemplo, representa -48%  de arrecadação, cerca de 1,5 bi de dólares de perda de royalties.

Por ter mais de 25 anos ou mais de 70% do poço já explorado, os campos maduros, deixam o processo de extração menos lucrativo, o Brasil tem 241 campos maduros.

Uma proposta capaz de injetar investimentos, gerar novos contratos e reaquecer o mercado de trabalho regional, a revitalização dos campos maduros foi debatida pela Comissão de Minas e Energia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em audiência pública que acontece na última terça-feira (19), em Macaé.

A audiência que foi presidida pelo vice-presidente da Comissão de Minas Energia da Alerj, Welberth Rezende, também discutiu sobre novas descobertas de pré-sal, gás como fonte energética, Novo Porto de Macaé e sobre o prazo para retomada dos investimentos e geração de postos de trabalhos.

Em síntese, tanto as instituições que acompanham a evolução da indústria de óleo e gás brasileira, quanto as empresas que operam o segmento offshore global, indicam que a Bacia de Campos reserva um potencial fantástico de produção de petróleo para a próxima década, seja através de reservas recém concedidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), seja pela revitalização dos campos maduros, uma alternativa viável para reestruturar o mercado a curto e médio prazos.

“Sem dúvidas, a vocação de Macaé e da região em ser a base das operações offshore, garantem um futuro de mais investimentos e de geração de oportunidades de emprego. O nosso foco nessa audiência é saber de fato, quando os empregos voltarão  a ser gerados na cidade, ressaltou o vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, o deputado estadual Welberth Rezende (PPS).

Segundo Marcelo Castilho da ANP a Bacia de Campos tem 5 empresas que venceram a última rodada de licitações que prometem um investimento de 3,65 bi em bônus compromissado para os próximos anos.

Por outro lado, análise do IBP apontou que se nada for feito a Bacia de Campos em 10 anos pode regredir para o nível dos anos 90 em termos de produção.

A audiência pública realizada nesta terça-feira (19) em Macaé, pela Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sem dúvidas, marcou as novas perspectivas, de investimentos e geração de empregos, do mercado offshore nacional.

No plenário do Palácio Cláudio Moacir de Azevedo, representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Marcelo Castilhos, da Comissão de Minas e Energia da Alerj, Deputado Estadual Welberth Rezende, deputado estadual Chico Machado, gerente geral da Petrobras Suen Marcet e Pedro Alem Filho Gerente Executivo de Áreas Terrestres, Águas Rasas e Política Industrial no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) representantes da Organização Municipal dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Firjan, Terminal Portuário de Macaé, SindPetro NF, Associação Comercial de Macaé (ACIM), entre outras instituições e empresas que  reforçaram a expectativa de reativação da indústria, através de recuperação do valor do petróleo no mercado internacional.

Da audiência, fica a garantia de que a Alerj manterá como pauta constante as discussões sobre novas alternativas que possam estimular a indústria de óleo e gás, como combustível para alavancar o futuro de Macaé, da região e do Estado.

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