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Firjan projeta crescimento de 85% em arrecadação de royalties para cidades do Estado do Rio em 2022

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) divulgou uma previsão de potencial crescimento de cerca de 85% na arrecadação de royalties de petróleo nos municípios fluminenses em 2022.

Caso se confirme, a previsão da Firjan equivale a 7 bilhões de reais a mais do que em 2012, conforme projeções com base em dados econômicos e de mercado, com destaque para a região do entorno da Bacia de Campos.

A Firjan conta que, em 2021, por exemplo, Macaé foi a 2ª cidade do Estado que mais recebeu royalties, algo em torno de 960 milhões de reais, com Campos dos Goytacazes ficando na 5ª posição, com 460 milhões de reais, ambas terminando o ano com aumento de 62% na arrecadação de royalties em comparação aos valores recebidos em 2020.

Segundo o estudo da Firjan, que já considerou os recentes aumentos do barril de petróleo e as variações de câmbio ao longo do mês, os municípios fluminenses receberam mais de 8 bilhões de reais no ano passado, e a estimativa para 2022 é de que recebam mais de 15 bilhões de reais.

“Também o Estado poderá ter um acréscimo na arrecadação de royalties na mesma ordem de grandeza, ou seja, mais de 14 bilhões de reais neste ano, contra 8 bilhões de reais em royalties em 2021”, contou a Firjan.

O estudo reforça o destaque das cidades da Região Norte Fluminense, que, em 2021, arrecadou 63% a mais do que em 2020, totalizando 1,9 bilhão de reais, demonstrando a manutenção da relevância da região após mais de 40 anos de produção, desde a chegada da Petrobras a Macaé, no final da década de 70.

Conhecida como Capital Nacional do Petróleo, a cidade deve seus bons números de arrecadação de royalties a ter 14 campos produtores da Bacia de Campos, e também a sediar a infraestrutura de apoio à produção, sendo uma das cidades com a maior presença de empresas do setor no país.

“Temos mais uma oportunidade de criar um novo ciclo de crescimento, atraindo investimentos que podem responder às demandas da transição energética com integração de novas fontes e novos agentes, que se desdobrarão em emprego e renda”, afirmou o presidente da Firjan Norte Fluminense (Firjan NF), Francisco Roberto de Siqueira.

Outro aumento encontrado no estudo da Firjan foi o da arrecadação de participações especiais dos municípios fluminenses, que apresentou aumento pelo 4º ano consecutivo, com crescimento de 60% em 2021, lembrando que, em 4 dos últimos 5 anos, as cidades tiveram aumento de arrecadação.

De acordo com a Firjan, ainda em 2021, Campos foi a cidade que mais arrecadou no Norte Fluminense com participações especiais, tendo recebido 115,8 milhões de reais, seguida de São João da Barra, com 29,68 milhões de reais, e de Macaé, com 4,03 milhões de reais.

“Ao contrário dos royalties, que incidem sobre toda a produção, as participações especiais são receitas extraordinárias provenientes somente de campos com grande volume de produção, licitados sob o regime de concessão”, explicou a Firjan.

Para a gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Karine Fragoso, os valores dos repasses pagos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aos estados e municípios, continuam sendo fundamentais nessas economias.

“Esses são valores fundamentais para a economia do Estado e de seus municípios. Mas, não podemos esquecer que o mercado é cíclico, com altos e baixos, de acordo com a produção e a conjuntura internacional. Esses recursos podem e devem ser usados para estimular as economias locais, a partir do desenvolvimento das cadeias de valor e de produção dos mercados de óleo e de gás natural”, avaliou Karine Fragoso.

Ainda de acordo com o estudo da Firjan, a expectativa de crescimento na arrecadação de royalties de petróleo do Estado do Rio segue a previsão nacional, que apresenta potencial de crescer mais de 80% em 2022 em relação aos valores de 2021.

Segundo a própria ANP, em 2021, o Brasil arrecadou mais de 36 bilhões de reais apenas em royalties, com projeções de quase dobrar esse valor neste ano.

“Para este ano e com base neste valor, o cenário da ANP, segundo consulta realizada em março, usa como premissa para 2022 o valor do brent a 105,22 dólares/bbl, e o dólar, com um câmbio a 5,28 reais. Com isso, a ANP estima um crescimento em todo o Brasil de 80% na arrecadação dos royalties, podendo passar de 66 bilhões de reais”, acrescenta a Firjan.

A Federação revela que, com base nos cálculos da sua gerência de Petróleo, Gás e Naval, que considerou as variações do brent e do câmbio, a expectativa é de que a arrecadação de 2022 tende a se igualar com a expectativa da ANP, já que a recente queda da taxa de câmbio está contribuindo para a redução dos impactos do preço de referência do barril que chegou a superar os 130 dólares/bbl no último mês de março.

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