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Eneva negocia compra do Tepor, em Macaé, para estratégia de termoelétricas na costa

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A Eneva, empresa de energia que atua nos setores de geração, exploração e produção de petróleo e gás natural e comercialização de energia elétrica, anunciou nesta quinta-feira (23) a aquisição do Terminal Portuário de Macaé (TEPOR). O investimento é de R$ 1 bilhão e permitirá à companhia implementar seu plano de desenvolver térmicas em diversos pontos do litoral do RJ. A iniciativa marca, em definitivo, a transformação da Capital do Petróleo em Cidade Energia.

A Eneva é antiga MPX Energia, e pertencia ao infame Eike Batista. Mas em 2014 o controle passou para as mão do grupo alemão de energia E.ON, quando há a mudança de nome. Em 2016, a Eneva se junta com a Paranaíba Gás Natural, antiga OGX Maranhão, mas que já estava nas mãos do Fundo de Investimento Cambuhy, ligado a família Moreira Salles.

O projeto está alinhado com a estratégia do CEO Pedro Zinner de desenvolver um hub de gás, composto de térmicas, infraestrutura associada e um terminal de regaseificação de GNL. Ele também lembra que os planos da empresa bem justamente quando o Brasil passa por uma crise hidríca aguda, precisando de usinas ‘térmicas na base’ — aquelas que estão disponíveis 24 horas por dia e conectadas por dutos aos navios que trazem o gás. Vale lembrar que a base energética do Brasil é hidrelétrica, e a crise hídrica é tão grave que pode deixar o Rio de Janeiro sem água.

Macaé está em localização estratégica, com acesso tanto ao gás do pré-sal (hoje o mais competitivo) quanto ao gás importado. E o terminal portuário da cidade terá um terminal de líquidos e apoio offshore e outro para movimentação de petróleo, com dois berços de atracação aptos a receber navios VLCC e movimentar de até 2 milhões de barris de petróleo por dia.

A negociação entre a Eneva e a EBTE Engenharia, pertencente ao Grupo Vale Azul, movimentou o mercado de petróleo, gás e energia do país desde o início do dia, provocando também reações positivas de investidores internacionais.

O TEPOR passa a ser mais um ativo da Eneva em Macaé, que projeta também investimentos na construção da Usina Termelétrica Nossa Senhora de Fátima que terá capacidade de produção de 1.3 GW, compondo assim o Parque Térmico Sudeste.

Entre os principais empreendimentos do grupo estão o Complexo Termelétrico Parnaíba (gás natural), a Usina Termelétrica Porto do Itaqui (carvão mineral), a Usina Termelétrica do Pecém II (carvão mineral) e a Usina Tauá (energia solar).

A relação entre a aquisição do TEPOR e a construção da Usina Termelétrica está ligada também a implantação da nova Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Macaé, elevando a capacidade de processamento de gás oriundo das Bacias de Campos e de Santos, viabilizando ainda mais investimentos para o município.

Construção de térmicas na região

A aquisição está alinhada com a estratégia do CEO da Enerva, Pedro Zinner, de desenvolver um hub de gás, compostos de térmicas, infraestrutura associados e um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito.

A região de Macaé é estratégica tanto para o acesso ao gás do pré-sal quanto para o gás importado. O plano é que o porto da cidade (TEPOR) tenha um terminal de líquidos para o transporte de até 2 milhões de barris de petróleo por dia, com apoio offshore e dois berços de atracação para receber navios VLCC.

Os negócios da Enerva hoje são feitos com “gas to wire”, uso do gás extraído no Amazonas e Maranhão para alimentar térmicas na boca do poço, para então distribuir energia elétrica em rede nacional através de linhas de transmissão interligadas. A estratégia para o gás do pré-sal e importado, no entanto, será criar uma logística de distribuição do gás na costa e construir térmicas adjacentes.

O plano da Eneva surge em um momento crítico na situação energética do país, o que demonstra ainda mais a necessidade das “térmicas de base”, que ficam ativas 24 horas por dia e conectadas por dutos aos navios que fazem o transporte de gás.

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