Mídias Sociais

Economia

Emprego offshore está em alta novamente

Publicado

em

 

Empresas estrangeiras na exploração do pré-sal representam economia em expansão

Tânia Garabini

A indústria offshore – com a entrada de empresas estrangeiras na exploração do pré-sal brasileiro – volta a reaquecer e consequentemente traz oportunidade e abertura de novas vagas de emprego na região Norte Fluminense. Paulo Juris Adamsons, membro do comitê gestor da Redepetro lembra que “para o profissional da área de petróleo; melhor do que o desemprego é a volta às atividades normais, não importando se o cheque de pagamento de seu trabalho venha da Petrobras ou de outra empresa estrangeira”.

Na avaliação da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) serão necessários grandes investimentos para a retomada econômica de maneira gradativa, bem como o aumento da produção petrolífera, trazendo a reboque a demanda de novos empregos e contratações. Fernando Montera, especialista em Petróleo e Gás da Firjan lembra que Macaé e cidades próximas precisarão de mão de obra especializada. E recomenda que os profissionais façam cursos técnicas específicas.

A estimativa é de que, o setor até 2023 receba investimentos de R$ 143 bilhões. "Além da geração de empregos diretos e indiretos na fase de construção, é importante lembrar que também serão demandados outros investimentos e mais postos de trabalho com o início da operação e nas fases de manutenção desses ativos, lembra Fernando. Para atender essa demanda, a Firjan SENAI de Macaé oferece capacitação para os novatos e os profissionais do mercado de petróleo. Entre os cursos mais procurados estão de automação, eletrotécnica e mecânica, pintor de rolo e trincha e manutenção de equipamentos que possuem alta empregabilidade, soldador de aço carbono revestido 6G; inspeção de instalações elétricas de baixa tensão, de sistemas elétricos industriais e hidráulica industrial.

O setor de petróleo paga acima da média das indústrias, por causa da especificidade técnica exigida do profissional. Uma plataforma de perfuração em atividade gera cerca de 1.000 empregos para uma mão de obra qualificada. O especialista Paulo Juris lembrou que, há necessidade de algumas mudanças para que haja essas melhorias. “Quanto ao investidor estrangeiro, assim como o empreendedor do setor, a segurança jurídica, principalmente estabelecendo regras claras e duradouras são necessidades essenciais. Diminuir a carga tributária hoje é sinônimo de geração de empregos e estabilidade”.

Um novo alerta

A Petrobras irá encaminhar nesta quarta-feira (28) para a aprovação do Conselho de Administração seu Plano de Negócio e Gestão 2019-2023, que contemplará investimentos pouco acima do patamar de US$ 80 bilhões, ante os US$ 74,5 bilhões do PNG de 2018-2022. Do ponto de vista estratégico, a área de Energia e petróleo continuará, como nas edições anteriores, tendo papel de destaque no plano. No entanto, nos próximos quatro anos, a questão da transição energética, com foco na baixa emissão de carbono, ganhará espaço especial nos planos da companhia, mostrando um ajuste de direção.

Segundo Paulo Juris, para 2019 a Petrobras prevê a contratação de seis plataformas de perfuração, já no primeiro trimestre. “Preocupante apenas que a previsão é que fiquem sediadas no Rio de Janeiro e não como eram em Macaé. Uma boa bandeira a ser levantada”, lembra aos políticos e empresários da região exemplificando ações de parcerias em prol da geração de riqueza, empregos e sustentabilidade para a região, como o Repensar Macaé.


 

Mais lidas do mês