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Temporal causa alagamento em cidades da Região dos Lagos

Bertha Muniz

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Moradores das cidades da Região dos Lagos registraram diversos pontos de alagamento desde a noite desta segunda-feira (21), quando uma forte pancada de chuva começou a atingir os municípios e não deu mais trégua, causando estragos em diferentes pontos.

Em Cabo Frio, o alto volume de água atingiu pontos já conhecidos pelo mesmo problema, como Jardim Esperança, Jardim Caiçara, Palmeiras e em toda a Região Central. “Um absurdo, anos e anos, entra e sai governantes e fica nisso. Falta de respeito com a sociedade!”, disse uma moradora da Rua Inglaterra, no bairro Jardim Caiçara, indignada com a situação.

Ruas de Cabo Frio ficaram alagadas.

Em Arraial do Cabo, a chuva também causou estragos em alguns pontos do município e em bairros do distrito de Figueira, como Monte Alto e Parque das Garças, onde o mar avançou, destruindo algumas casas e construções. Uma rua que fica no beira-mar, no Parque das Garças, chegou a ceder, assustando moradores.

De acordo com a Marinha, continua o alerta de ressaca no litoral do Rio e as ondas podem chegar a três metros. Por isso, a recomendação é não entrar no mar.

Em Búzios, o cenário se repetiu. Como em toda chuva forte registrada no município, a Avenida José Bento Ribeiro Dantas, em frente ao Porto da Barra, ficou completamente alagada, na madrugada deste terça-feira (22). Na Rasa, o asfalto chegou a ceder e as casas foram invadidas por uma enxurrada de lama. Moradores reclamam que obras recentes pioraram a situação pela falta de escoamento da água. Em João Fernandes, um coqueiro caiu em cima de um carro que estava estacionado.

Em São Pedro de Aldeia, o bairro de Praia Linda, na altura do Km 103, na Rodovia Amaral Peixoto também amanheceu totalmente alagado. Moradores ficaram praticamente ilhados por conta da altura da água, que mesmo com a trégua da chuva, ainda não diminuiu.

De acordo com a Prefeitura, a Defesa Civil registrou 16 ocorrências, sendo a maior parte nos bairros Praia Linda, Rua do Fogo e Balneário. Entre o período de 2h da madrugada (horário com chuva mais intensa) e 8h da manhã, foram registrados 44 milímetros de precipitação pluviométrica.

O órgão aldeense está em Estado de Observação, que permanecerá até esta quarta (23). Todas as equipes da Prefeitura aldeense estão de sobreaviso para atender a população e as Secretarias de Serviços Públicos e de Meio Ambiente já estão atuando nas ruas, atendendo as atuais prioridades.

Em Iguaba Grande, o grande volume de água trouxe transtorno e uma equipe da prefeitura teve que ser enviada para desobstruir diversos pontos de alagamento com o uso de retroescavadeiras. Defesa Civil, Guarda Municipal e outras Secretarias foram para as ruas ajudar desalojados e remover famílias para local de abrigo seguro.

Em Araruama, choveu 126 mm até a manhã desta terça (22). A previsão é que continue chovendo até quinta. Nove bairros tiveram registros de alagamentos e pelo menos 26 pessoas ficaram desalojadas no município. Entre os bairros atingidos estão Rio do Limão, Vila Capri, Areal, Praia do Hospício, Parati, Bananeiras, Boa Perna, Clube dos Engenheiros e Mataruna, onde um muro chegou a desabar em cima de dois veículos. A Defesa Civil está atuando nesses locais para minimizar os transtornos causados aos moradores.

Água invadiu casas em Araruama.

O alagamento trouxe prejuízo, principalmente para moradores da Rua XV de Novembro, que fica próximo ao Centro da cidade. Segundo relatos a obra de pavimentação realizada às pressas, sem o escoamento necessário, fez com que o grande volume de água invadisse as casas do local, o que nunca tinha acontecido antes. “A gente tá anos com a rua sem asfalto, agora botaram asfalto, mas botaram água na casa da gente também”, lamentou uma das vítimas da inundação. Pra piorar a situação, a água da chuva ainda se misturou com água de esgoto, por conta de um cano que estourou.

Um abrigo foi montado no Colégio André Gomes, no bairro Bananeiras, com alimentação, produtos de higiene, incluindo material de proteção, máscaras e álcool gel devido à pandemia do coronavírus. Dez famílias já estão sendo atendidas no local.

 

Defesa Civil deve ser acionada em caso de emergência

A qualquer sinal de rachaduras, trincas ou abalo na estrutura das residências, o morador precisa acionar a Defesa Civil pelo número 199 e evitar permanecer em casa. Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros, porque o acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento.

 

As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199. Em casos de emergência, ligue para os telefones 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

 

A Defesa Civil orienta os motoristas a trafegarem com cautela nas rodovias estaduais que cortam o município para evitar acidentes.

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