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Estudo aponta que maior incidência de tartarugas marinhas do Estado se concentra entre a Região dos Lagos e o Norte Fluminense

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Um levantamento realizado pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), executado pela Petrobras para condicionante de licenciamento ambiental do Ibama, registrou este ano, entre os meses de janeiro a agosto, mais de 12.838 animais nas praias do litoral brasileiro. Praticamente a metade, 6120, foram tartarugas marinhas.

O Rio de Janeiro e o Espírito Santo são estados com maior incidência de tartarugas encontradas, 1635 animais e 1005, respectivamente. A Região dos Lagos e Norte Fluminense, por exemplo, foram regiões com maior incidência de tartarugas marinhas encontradas no estado do Rio. Este ano foram registrados 1655 animais no trecho de Arraial do Cabo a São Francisco de Itabapoana, sendo 1296 eram tartarugas marinhas.

O litoral norte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo são áreas prioritárias para a reprodução da espécie Caretta Caretta, conhecida como tartaruga-cabeçuda, e o litoral norte do Espírito Santo também é prioritário para reprodução de Dermochelys coriacea, a tartaruga-de-couro. No Brasil, ocorrem cinco das sete espécies existentes de tartarugas marinhas, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-verde, tartaruga-oliva e tartaruga-de-couro. E em muitos casos as tartarugas são encontradas machucadas por algum petrecho de pesca ou debilitadas por ingestão de lixo.

Os Pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus) também são destaque na pesquisa, com 3393 animais registrados até o momento. Santa Catarina é o estado com maior incidência, com 2.421 pinguins encontrados; seguida de São Paulo, com 559 animais. Comuns nas Ilhas Malvinas, Argentina e Chile, estes animais realizam anualmente movimentos migratórios sazonais para o Brasil entre os meses de junho e novembro. Os pesquisadores do PMP observam este comportamento migratório para tentar entender a variação entre um ano e outro.

As equipes dos Projetos de Monitoramentos de Praias (PMPs) atuam diariamente e todos os animais marinhos encontrados debilitados ou mortos são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário. O período da reabilitação pode demorar alguns meses, de acordo com o estado de saúde de cada animal, que normalmente chegam as unidades de tratamento apresentando hipotermia (temperatura abaixo do normal), hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) e desidratação.

Sobre os PMPs

Estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, os PMPs constituem o maior programa de monitoramento de praias do mundo. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs, que, juntos, atuam em 10 estados litorâneos, acompanhando mais de três mil quilômetros de praias em regiões onde a companhia atua. A Petrobras investe em projetos e ações para ampliar o conhecimento, conservação e recuperação da biodiversidade.

O monitoramento é fiscalizado pelo Ibama e compreende o registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo com as políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

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