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Cidades do Norte Fluminense enfrentam problemas para notificar óbitos pela Covid-19

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Cerca de um ano e quatro meses após a primeira morte em decorrência do coronavírus no estado do Rio de Janeiro, as cidades fluminenses continuam a enfrentar problemas na notificação dos óbitos. Conforme levantamento, apenas em julho, 37 dos 92 municípios do Rio não informaram mortes nos sistemas E-sus e Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde.

A estagnação nos óbitos poderia ser um alento, se não fossem os boletins das prefeituras, que mostram exatamente o oposto. 21 dessas cidades notificaram, pelo menos, um óbito desde o último dia 1º. Na região Norte, São João da Barra é uma delas.

Os dados inseridos nos sistemas do Ministério da Saúde são de responsabilidade dos municípios e deveria ocorrer em até 24 horas após a notificação da causa da morte. Porém, o problema nas notificações tem se mostrado constantes, mesmo com o número de mortes diminuindo, revelando a fragilidade do sistema de acompanhamento epidemiológico no Estado.

A Fiocruz, em agosto do ano passado, já havia alertado sobre a dificuldade, que no Rio de Janeiro chegava a até sete semanas de atraso, causando problemas no planejamento da gestão de Saúde e no combate à pandemia.

"Entendo que isso aconteça por falta de um sistema organizado de notificação. Ninguém é enterrado sem um atestado de óbito. O que falta é um responsável para incluí-lo no sistema", diz Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio.

Ao longo de toda a pandemia, São João da Barra informou, até o momento, de acordo com o boletim do Estado, ter somente 22 mortes por Covid-19, sendo o 12º município com menos óbitos no estado. Porém, conforme os dados divulgados pela própria prefeitura, já foram contabilizadas 156 mortes por complicações do coronavírus.

Na Região dos Lagos, Arraial do Cabo passa pelo mesmo problema. Nos sistemas oficiais do Rio, são 40 mortes e 749 casos confirmados da doença. Mas, de acordo com o município, a cidade já chega a 87 óbitos e 1.564 pessoas infectadas, sendo que a marca de 40 mortes pela doença foi superada em 9 de março deste ano, cerca de quatro meses e meio atrás.

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