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Em Macaé, Dia Internacional da Mulher é lembrado com roda de conversa

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Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, data também será comemorada com atividades.  

Daniela Bairros

Thaiany Pieroni

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira (08), em Macaé será lembrado com rodas de conversa. A programação na cidade foi iniciada nessa quarta-feira (07), com um bate papo com uma das referências femininas mais importantes do município, Marilena Garcia, que já ocupou posições como vice-prefeita, secretária de Educação e vereadora. A roda de conversa dessa quarta-feira foi na Cidade Universitária.

A programação em Macaé segue até o dia 27 deste mês e foi elaborada pela Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (Ceam), da Prefeitura de Macaé.

Marilena Garcia foi convidada pela Coordenadoria Geral de Políticas para as Mulheres, responsável pelo evento que marca o Dia Internacional da Mulher. Junto a ela estiveram  Adriana Lecrerc,  coordenadora do espaço Mulher Cidadã e vice-presidente do Conselho da Mulher; Jane Roriz, coordenadora geral de políticas para mulheres; entre outras convidadas. A agenda da Roda de Conversa com Marilena Garcia se estenderá na quinta-feira, 08, às 17h, na sede da secretaria de Educação com a participação de profissionais da área, e às 19h30,  no Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante (CETEP), com o grupo Motivados pelo Autismo Macaé (Mopam), quando o enfoque será "Autismo x Mulher x Mãe".

A Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres), este ano, traz o tema “O tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres” para o debate, enfatizando mudanças que vão desde a questão salarial das mulheres à representação política. Este será o olhar da Roda de Conversa com Marilena Garcia, macaense, professora, ativista dos direitos da mulher, que usou as redes sociais para estender o convite aos homens, levando em conta o movimento global por direitos, igualdade e justiça. “Março chegou. Estou pronta e motivada para conversar com as mulheres e homens. Vamos juntos?”, escreveu em seu perfil.

O dia 8 de março une as ativistas de todo o mundo para celebrar os avanços, anunciar decisões, alavancar temáticas transformadoras à vida das mulheres. Este ano a data ocorre em meio a um movimento global sem precedentes, por direitos, igualdade e justiça. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança.

A palestrante

Marilena Garcia, na década de 70, teve aflorada sua vocação para militância na época da Ditadura Militar, quando entrou para o Sindicato dos Professores e fez parte do Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia de Macaé (Fafima) e esteve em Cuba, pela primeira vez, atuando nas causas em que acreditava. No ano de 1982 foi eleita a primeira mulher vereadora na região. Seu mandato foi marcado pelas campanhas dos Royalties de 1983 à 1987; para implantação da Escola Técnica de Macaé, de 1985 à 1993; e criação do Centro de Recuperação da Vida (Cervi) para oferecer os primeiros  cursos gratuitos de informática para a população. Nos anos de 1988 a 1992, no seu segundo mandato,  os projetos de Lei e Indicações foram voltados para a melhoria das políticas públicas das Mulheres.

Marilena descobriu seu primeiro câncer de mama em 1990 e, como paciente, resolve promover uma campanha de prevenção, em parceria entre o INCA e a Petrobras. Em 1992 foi candidata a prefeita, mas não venceu. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi voluntária do INCA, desenvolvendo diversos trabalhos com Ongs com público alvo a mulher.  Passou 13 anos fora da cidade e, neste tempo, coordenou o programa Viva Mulher do INCA. Em  Brasília,  participou de programas e cursos da Unipaz e das campanhas de prevenção ao câncer de mama pela União Nacional no Combate ao Câncer de Mama (Unamama). De volta a Macaé em 2004, venceu a eleição para exercer um terceiro mandato como vereadora. Em 2008 foi vice-prefeita da cidade e, durante sua gestão, exerceu o cargo de secretária municipal de Educação.

O Programa Mulher InForma levará, nesta quinta-feira (09), oficinas para o Calçadão da Avenida Rui Barbosa, próximo à galeria Elias Agostinho, a partir das 8h. As atividades contarão com alongamento, dança, dicas nutricionais, instruções sobre defesa pessoal, roda de capoeira e outras. Também terá apresentação do grupo de teatro Grutas: As mulheres e suas previsões. As ações têm parceria entre as secretarias de Esporte, Ordem Pública, Cultura e Saúde.

Na mesma data, às 18h30, haverá participação no evento "Empoderamento feminino, o que você tem a ver com isso?", realizado pelas mulheres da Associação Budista Nitiren Daishonin de Macaé.

A coordenadora do Ceam, Jane Roriz, afirma que o mês de março representa uma data afirmativa de avanços e desafios. "Precisamos fazer valer os nossos direitos como, por exemplo, trabalho regulamentado, o voto, a Lei Maria da Penha e outras ações", frisa Jane.

Os eventos prosseguem nesta sexta-feira (9), às 9h, no Ceam, com o II Encontro Mulheres Reais - Somos todas mulheres, merecemos respeito. No dia 10, será a reunião com as mulheres do Assentamento Celso Daniel, "Direito de uma, direito de todas!", às 9h.

O Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) tem uma rede de  multiplicadores, incluindo profissionais da 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, do 32º Batalhão de Polícia Militar, Defensoria Pública, Juizado Criminal, Ministério Público, Secretaria de Saúde e Hospital Público Municipal (HPM).

Mais informações pelo número (22) 2796-1045. Outros contatos para denúncia de violência contra a mulher são o Disque Denúncia - 180; a Patrulha Maria da Penha - 0800-2822108 e (22) 99707-2085; a Delegacia de Polícia Civil 123ª DP - (22) 2791-4083 e a Polícia Militar - (22) 2765-7296 e (22) 98168-2344.

Programação em Cabo Frio

Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, várias atividades que se estendem até o dia 16 deste mês, vão comemorar o Dia Internacional da Mulher

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o município de Cabo Frio planejou uma série de atividades voltadas para a conscientização e reflexão sobre os direitos da classe na atualidade. As atividades, que já começaram e seguem até o próximo dia 16, são promovidas pela Coordenadoria da Mulher e da Pessoa Idosa (COGEPI).

“Este é o momento para refletir sobre todo o contexto que envolve as vulnerabilidades da mulher como vítima da violência, em face do histórico de desigualdade gerado pelo impedimento da garantia de direitos como educação, saúde, segurança, trabalho e habitação e a cultura do machismo. Assim, não podemos deixar passar toda e qualquer oportunidade onde possamos estar sensibilizando e chamando à responsabilidade a sociedade”, disse a coordenadora da Mulher, Tereza Tenan.

As primeiras atividades estão sendo realizadas pela Coordenadoria-Geral da Pessoa Idosa (COGEPI). A abertura da programação, que aconteceu nesta segunda-feira, 05, e contou com uma palestra sobre a mulher contemporânea. No decorrer da semana ainda estão programadas atividades como exposição, cuidados com a saúde e beleza, baile e brincadeiras. A programação é gratuita e segue até a próxima sexta-feira, 09, das 9h às 12h. Para participar basta ter mais de 60 anos de idade.

Na sexta-feira (0) 9, a roda de conversa acontece na Universidade Estácio de Sá. Serão debatidas as dificuldades enfrentadas pelas mulheres negras e a violência que a mulher ainda sofre por pertencer ao gênero feminino. O encontro será das 9h às 16h, com intervalo para o almoço de duas horas.

No dia 16, também na Universidade Estácio de Sá, serão debatidas diversas questões que envolvem a mulher nos dias atuais. A conversa vai abordar desde as dificuldades enfrentadas pelas mulheres na terceira idade, à sexualidade e o mercado de trabalho para a mulher, e as violências vivenciadas pelo segmento, desde o estupro à violência cibernética. O evento é das 9h às 16h.

 

Crédito: Divulgação

 

 

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