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Artista plástica francesa está com exposição na Galeria Carapebus em Macaé

Daniela Bairros

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Mostra está no local até o dia 18 de agosto. Ao todo, estão sendo expostos 37 quadros. Toda renda arrecadada será revertida à Associação do Mico Leão Dourado.

Daniela Bairros

Pela primeira vez em Macaé, a artista plástica francesa Muriel Monserisier está com a exposição Micolorido Pop art francesa inspirada pelo Brasil. A mostra está na Galeria Carapebus, no Centro, até o dia 18 de agosto.

Trinta e sete quadros estão sendo expostos. Toda renda arrecadada, por meio de rifas, será revertida à Associação do Mico Leão Dourado, em Silva Jardim. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. E aos sábados, das 9h às 13h. No último dia da mostra, sábado (18), a visitação será até às 17h. Na próxima semana, a artista plástica Muriel irá pintar quadros ao vivo.

Muriel Monserisier é artista plástica e trabalha com pintura (acrílica sobre telas) e fotografia. O estilo é pop art. A artista explicou que gosta muito de cores, desenho depurado. “Eu acredito que arte deve ser acessível para todo mundo. Sempre gostei de expor em lugares comuns do dia a dia”.

Para ela, é possível mudar o mundo com o que se gosta e é por isso que se juntou à Associação do Mico Leão Dourado, que atua em várias áreas, como educação, proteção do Meio Ambiente, reflorestação, setores que geram empregos.

Muriel mora no Brasil com o marido e os filhos há 4 anos. Gosta muito de brincar com as cores e de pintar coisas do cotidiano ou totalmente criadas pela imaginação, sem limites. Os quadros da artista plástica francesa geralmente contam uma história. É por isso que podem ser qualificados como Figuração Narrativa. “É uma brincadeira entre o público e eu: eu tenho uma história. Ele vai enxergar uma outra, às vezes, completamente diferente”, declarou.

Muriel já pintava quadros coloridos, cenas de praia e tucanos antes de chegar ao Brasil. Mas aqui a cor está em toda parte. A inspiração da artista plástica é rica.  “Eu e minha família gostamos muito do Brasil, da cultura (aprendi samba de gafieira com o meu marido), da natureza, das pessoas. É um país incrível, com riquezas únicas que temos que defender e proteger. Os meus filhos ficam encantados com as belezas naturais daqui e eu também”.

Para ela, Macaé é um lugar perfeito para quem gosta de natureza: entre mar e serra, há várias paisagens lindas. “Na minha carreira, sempre tentei deixar a arte acessível. Gosto muito de trocar ideias com o máximo de pessoas possível, encontrar o público em lugares diversos, comuns no dia a dia”.

Sobre a Associação Mico Leão Dourado

No início dos anos 1960, o primatologista Adelmar F. Coimbra Filho estabeleceu as bases para um programa de salvamento do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie endêmica do estado do Rio de Janeiro. Na época, restavam cerca de 200 micos na natureza. O Programa de Conservação do Mico-Leão-Dourado começou na década de 1970 por meio da cooperação entre o Instituto Smithsonian /Zoológico Nacional de Washington, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF, atual Ibama) e a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (atualmente INEA), através do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ).

O compromisso entre estas instituições transformou-se num amplo esforço para preservar, proteger e estudar o mico-leão-dourado e seu habitat. Desde 1992, esse trabalho é liderado pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e conta com uma rede de parceiros.

Reconhecendo a situação crítica do habitat da espécie, o IBDF criou, em 1974, a Reserva Biológica de Poço das Antas, a primeira unidade de conservação dessa categoria no Brasil. A conservação de espécies, como o mico-leão-dourado, requer a identificação dos fatores que ameaçam a sua sobrevivência. Usando a técnica conhecida como Avaliação da População e Viabilidade do Habitat (em inglês Population & Habitat Viabilty Assessment - PHVA), que permite pesar o efeito de todos esses fatores nos próximos duzentos anos, foram estabelecidas as prioridades para salvar a espécie da extinção.

Uma das conclusões do primeiro PHVA, feito em 1990, é que são necessários dois mil micos-leões-dourados vivendo livres em, pelo menos, 25.000 ha de florestas protegidas e conectadas para considerarmos a espécie salva da ameaça de extinção. O objetivo é alcançar esta meta até 2025. Cerca de 40% da meta já foi obtida em áreas protegidas.

Com muito empenho da AMLD e de cientistas, educadores, gestores públicos, conservacionistas e as comunidades locais é que há hoje 3.200 micos-leões-dourados vivendo livremente. Porém, ainda há muito que ser feito, porque os micos precisam de uma área maior de floresta.

Além da restauração florestal, com plantio de mudas nativas da Mata Atlântica e corredores florestais, a AMLD desenvolve programas de educação ambiental dentro e fora do Brasil.

Crédito: Divulgação


 

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