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Vacinação contra o coronavírus prossegue nesta semana em Campos dos Goytacazes e São João da Barra

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A chegada das vacinas contra o coronavírus às cidades da região do entorno da Bacia de Campos foi marcada pela imunização dos primeiros profissionais da Saúde que atuam na chamada linha de frente do combate à pandemia em diversos municípios, entre eles, Campos dos Goytacazes e São João da Barra.

Em Campos, a vacinação dos primeiros servidores foi marcada pela presença do prefeito Wladimir Garotinho (PSD) e de autoridades da área de Saúde no Hospital Geral de Guarus (HGG), ainda nesta terça-feira, 19.

No mesmo dia, em São João da Barra, a prefeita Carla Machado (PP) acompanhou a aplicação da 1ª dose em uma servidora no Hospital de Campanha da cidade e em um idoso no Retiro São João Batista.

Em Campos o 1º vacinado foi o enfermeiro André Luiz Gomes de Oliveira (à esquerda, na foto), de 46 anos, que atua na Unidade de Pacientes Graves (UPH) do HGG. Já em São João da Barra, os primeiros a receberem a dose inicial foram Oscar Gás, de 92 anos, no Retiro São João Batista, e a enfermeira Rita de Cássia Gesteira, de 53 anos, no Hospital de Campanha.

Para o prefeito de Campos, o momento da chegada das vacinas é ainda mais importante pela situação que o município vem enfrentando com a alta de casos e de ocupação de leitos destinados ao tratamento da doença.

“A 2ª onda do Covid (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease) é mais impactante do que a 1ª, e tem sido [um] momento de desafios para a saúde pública. Nada importa mais que a vida. Os profissionais que trabalham na linha de frente no HGG, no Hospital Ferreira Machado (HFM) e no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCCC) e nas demais unidades de Saúde sabem que, em muitas vezes, as decisões importantes precisam ser tomadas para salvar vidas”, disse Wladimir Garotinho.

Seguindo o mesmo discurso, a prefeita de São João da Barra ressaltou a importância do momento da chegada das vacinas desenvolvidas em parceria entre o Instituto Butantan, de São Paulo, e a farmacêutica chinesa Sinovac Biontech, que vieram do Rio de Janeiro, após liberação do governo estadual.

“Estamos vivendo essa realidade de esperança, que é o acesso à vacina. Ela chega em um momento em que estamos travando essa batalha contra o vírus e já vínhamos nos preparando, inclusive com a aquisição de 8 câmaras para conservação de imunobiológicos. Mas é importante frisar que precisaremos de um número de doses bem maior para imunizar toda nossa população e, enquanto isso, é fundamental continuarmos com as medidas de segurança, cuidando do nosso próximo e de nós mesmos com amor e responsabilidade”, ponderou Carla Machado.

Nas duas cidades, a estratégia é seguir as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde, priorizando a imunização dos profissionais de Saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia.

Em Campos, o secretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury, reforçou que esta 1ª etapa de vacinação na cidade será focada nesses profissionais da rede de Saúde, mas alertou que, apesar da chegada da vacina, a prevenção ainda é uma das mais importantes estratégias de combate ao vírus.

“Nos meus 17 anos de atividade médica, hoje é o dia mais importante da minha vida, em participar da vacinação que vai conter a pandemia e salvar vidas. Como é bom ser servidor e poder servir. Agradeço ao prefeito Wladimir pelo seu empenho para uma saúde de qualidade, e porque sei que vai transformar o HGG no maior hospital da região”, comemorou Charbell Kury.

Já em São João da Barra, que recebeu apenas 1.400 vacinas, além dos profissionais da linha de frente, serão priorizados também idosos institucionalizados, ou seja, os que estão em retiros, asilos e abrigos, já que a entrada do vírus nestes estabelecimentos poderia ser trágico devido à situação dos idosos reunidos.

Assim como em outros municípios da região que receberam as vacinas e iniciaram a imunização nesta terça-feira, como Macaé, Armação dos Búzios, Carapebus, Rio das Ostras, e Quissamã, os 2 municípios também seguem a previsão de que a 2ª dose seja aplicada entre 14 e 28 dias depois da 1ª dose.

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