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Estudo da UFRJ Macaé aponta, que até o final deste mês, o número de casos chegue a mil na cidade e 400 em Rio das Ostras

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

O Grupo de Enfrentamento à Covid-19 da UFRJ Macaé apontou que até o final de maio, os números de casos do novo coronavirus na cidade, chegue a mil na cidade e 400 em Rio das Ostras. Segundo os professores e doutores em Física da UFRJ Macaé, Bernardo Mattos Tavares e Habib Salomon Durmet Montoya, o GT da Covid-19 analisou os casos de infecção acumulados, dia-a-dia, até a data de 15 de maio para as cidades de Macaé e Rio das Ostras e constatou uma redução na velocidade de propagação da COVID-19 em ambas as cidades. Porém, o número básico de reprodução (efetivo) Rt, que mede a capacidade que o vírus tem de se propagar entre as pessoas, depois de iniciada a transmissão comunitária, ainda está elevado. "Nestas cidades. em média, uma pessoa infectada consegue transmitir a doença para outras duas não infectadas.
Para se ter uma ideia, para a infecção estacionar o crescimento do número de casos, é necessário que  o Rt caia para 1,0, situação que pode ser atingida aplicando políticas, por exemplo, de vacinação ou de isolamento social.  A consequência direta deste elevado valor de Rt  é uma possibilidade de mais de 1000 casos para Macaé e mais de 400 casos para Rio das Ostras antes do final de maio. O uso de UTIs pode chegar a 50 leitos simultâneos em Macaé e a 20 leitos simultâneos em Rio das Ostras.  Levando-se em conta a provável subnotificação de casos, estes números podem ser 10 vezes maiores ou mais", explicou os professores e doutores da UFRJ.
Segundo o professor e doutor em Física, Bernardo Mattos, até o dia 25 de maio, os casos poderão ultrapassar os 600. O máximo é em torno de 1700. Em Macaé, de acordo com ele, é que provavelmente, chegue a 1060 casos, mas pode ser que não aconteça, já que desde o dia 15 de maio, a curva está suavizando ou a subnotificacao de casos esteja mais forte. Apesar dos 1 mil casos atingir a cidade até o final do mês, o professor afirma que não há motivos para pânico e o que importante é estar em alerta, adotando as medidas de isolamento social e os cuidados pessoais, como uso das máscaras, lavar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel. "As políticas de redução de contágio devem ser reforçadas em ambas as cidades. Os efeitos desta mitigação serão vistos aproximadamente 14 dias depois", afirmaram os professores.
O modelo matemático adotado pelos pesquisadores é o SIR, sigla para Suscetíveis, Infectados e Removidos, no qual a população é dividida nessas três “categorias”  que mudam com o tempo. Embora  este é o modelo mais simples para o estudo de epidemias, ele fornece e proporciona estimativas de quantidades como:  Rt , dia do pico de infecção, quantidade máxima de infectados, tempo de duração da infecção e  percentual de suscetíveis (que sobram sem se contaminar) no final da epidemia. Mas os pesquisadores alertam que os valores podem não refletir a realidade e optaram por não divulgar todos estes resultados. "Como a doença é muito dinâmica e medidas não-farmacêuticas de combate a doença mudam essas previsões, as mesmas  precisam ser reavaliadas a cada uma ou duas semanas". Alegam também que, mesmo modelos matemáticos mais precisos (com mais “categorias”) devem ser vistos com cautela  a longo prazo.   Os pesquisadores trazem também o estudo da dependência de Rt com o tempo de remoção da doença, que é uma espécie de média entre o tempo de recuperação ou de óbito de um doente por COVID-19. "Este estudo é necessário pois, dentro das informações divulgadas, não é dito explicitamente o tempo de recuperação, mas apenas uma faixa de valores. "Assim, os pesquisadores  variaram esse tempo entre 10 e 20 dias, percebendo que o Rt varia entre 1.7 e 2,6 aproximadamente nessas cidades. Os cientistas pretendem fazer previsões de tendência da infecção e do número básico de reprodução efetivo para mais cidades da região e aperfeiçoar o modelo matemático em breve.

 

Crédito: Divulgação

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